“Prorrogação”

Opinião

Rodrigo Martini

Rodrigo Martini

Jornalista

Coluna aborda os bastidores da política regional e discussão de temas polêmicos

“Prorrogação”

Por

Gustavo Adolfo 2 - Lateral vertical - Final vertical

Para o público, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua com o clima de “já ganhou”. Em seu pronunciamento pós-votação, o ex-presidente afirmou que o segundo turno “é apenas uma prorrogação”. Mas no fundo ele sabe que não é assim. Entre os correligionários, havia uma quase certeza de que tudo seria decidido no primeiro turno. A partir de agora, é um novo jogo.

E para jogar esse novo jogo, é preciso buscar reforços. E aí mora o perigo para o petista. Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) não deixaram claro em quem vão depositar seus votos no dia próximo 30. Serão quatro semanas de muitas negociações. Preparem os charutos!


Governador e a Top 100

Governador do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Júnior (PSDB) recebeu o Diretor Executivo do Grupo A Hora, Adair Weiss. O encontro ocorreu no Palácio Piratini, na tarde de ontem. O tucano foi convidado a prestigiar o jantar de divulgação dos vencedores do prêmio TOP 100, idealizado pelo A Hora, e que premia a ousadia dos empreendedores locais. O evento será no Clube Tiro e Caça, no dia 21 de outubro.

Adair Weiss e governador Ranolfo Vieira Jr. Crédito: Divulgação


Menos recursos e mais votos

Ex-prefeito de Taquari e ex-presidente da Famurs, Maneco (PT) foi o mais votado da região na busca por uma vaga na assembleia. E, de acordo com os dados disponíveis nos portais do TSE, o petista arrecadou menos da metade do valor angariado pela segunda mais votada no Vale do Taquari, Gláucia Schumacher (PP).

Maneco apresentou uma receita de R$ 194,5 mil, sendo R$ 77 mil do Fundo Especial. Uma campanha com custo abaixo se comparado com a Progressista, mas que resultou em muito mais apoio popular. No caso, ele conquistou 34.532 votos, e ela 20.767. A bem da verdade, ambos conquistaram votações expressivas. Mas o petista se apresentou muito mais articulado para a missão. Assim como o PT regional, é claro.

Crédito: Jhon Willian Tedeschi


Bolsonarismo

Jair Bolsonaro (PL) rompeu um ciclo de governos de esquerda ou centro. No caso, o PT e o PSDB. Agora, Tarciso de Freitas (Republicanos), ex-ministro da Infraestrutura no do atual governo, quebra um ciclo de 28 anos de governos do PSDB no Estado de São Paulo, e vai para o segundo turno com o petista Fernando Haddad. Doa a quem doer, o “bolsonarismo” está mudando os rumos da história recente do país. E parece ainda mais sólido em 2022.


Campanha de quase meio milhão

Vice-prefeita de Lajeado desde 2017, Gláucia Schumacher (PP) foi escolhida na última hora para representar o Progressista de Lajeado nas eleições de 2022. Ela tentou uma vaga na Assembleia, e conquistou 20.767 votos. Foi a segunda mais votada na região. Uma votação expressiva, e que condiz com a grandeza do PP na principal cidade do Vale do Taquari.

E, além de contar com o apoio de muitos CC´s, e também do prefeito, Marcelo Caumo (PP), Gláucia angariou R$ 471,6 mil à campanha. Do montante, R$ 400 mil é do Fundo Especial, e foi repassado pelo Diretório Nacional. E ela concentrou os maiores gastos em impulsionamento de conteúdo nas redes, gráfica, marketing e com agência de comunicação e planejamento.


TIRO CURTO

• Candidato a presidente pelo PTB, Padre Kelmon (Kelvin ou Kelson?) fez 35 votos em Lajeado. Já em 2018, o Cabo Daciolo (então no Patriotas) fez 185 votos na cidade.

• Candidato à presidência pelo DC, Eymael teve seu melhor desempenho no país na cidade de Relvado, onde conquistou 0,25% do total de votos na cidade.

• Onyx Lorenzoni (PL) foi o mais votado em 33 das 38 cidades do Vale do Taquari. Inclusive em Estrela e Santa Clara do Sul, cidades dos prefeitos Elmar Schneider e Paulo Kohlrausch (MDB), dois cabos eleitorais declarados de Eduardo Leite (PSDB). Em Estrela, aliás, o ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL) alcançou 52% da preferência dos eleitores.

• Ex-deputado estadual e ex-deputado federal, Enio Bacci (União Brasil) conquistou 17.867 votos e não chegou perto de conquistar uma nova cadeira na câmara federal. Aliás, a baixa votação deve forçá-lo a repensar sua participação nos pleitos. Em 2018, ele não alcançou a reeleição para a Assembleia gaúcha. E as recorrentes trocas de partido o tornaram um político com base frágil.

• Suplente de vereador em Lajeado, Rodrigo Conte (PSB) conquistou menos votos do que o vereador de Forquetinha, Wilkyns Gross (PTB), na luta por uma vaga na Assembleia. Entre os articulistas, a impressão é que Conte errou ao colocar o nome para concorrer ao cargo de deputado. A péssima colocação no “ranking” dos postulantes regionais pode refletir no futuro.

• O resultado final da apuração geral para governador restou muito semelhante com os votos verificados no Vale do Taquari. Em âmbito estadual, Onyx Lorenzoni (PL) foi o primeiro, Eduardo Leite (PSDB) o segundo, Edegar Pretto (PT) o terceiro, e Luis Carlos Heinze (PP) o quarto mais votado. Na região, a ordem é a mesma para os três primeiros. A única diferença foi o quarto. No caso, o empresário de sucesso, Roberto Argenta (PSC).

Acompanhe
nossas
redes sociais