“O estímulo musical já veio do berço”

ABRE ASPAS

“O estímulo musical já veio do berço”

A vocação pela música é passada de geração em geração na família da lajeadense Geórgia Muccillo Dexheimer, 32. Filha e neta de professoras da piano, seguiu o mesmo caminho, mas com outro instrumento. Atualmente é biomédica docente na Univates e professora de violino na Academia Musical Exitus.

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“O estímulo musical já veio do berço”
Crédito: Arquivo Pessoal
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Como surgiu o interesse pelo violino?

A minha família por parte de mãe sempre foi da área da música. Minha avó era professora de piano, minha mãe estudou durante a juventude e também se tornou professora de piano. Consequentemente, o estímulo musical já veio do berço.

O que fez você optar por este instrumento?

Com dois anos de idade, comecei a dedilhar no piano, tocando músicas infantis. Neste momento, minha mãe e minha avó viram que eu tinha dom para a música e me incentivaram. Com quatro anos, fui fazer aulas de flauta para aprender leitura de notas. Com sete, iniciei no violino. Na época, era algo raro de se encontrar por aqui, conseguimos um instrumento tamanho infantil e comecei a fazer aulas.

Como se tornou professora?

Me tornei professora por estar sempre muito envolvida nas atividades da escola de música da minha mãe, a Academia Musical Exitus. Sempre tive gosto por ensinar, tanto que na área da Biomedicina também atuo no ensino.

Quais as diferenças entre ser violinista e dar aula de violino?

Acho que como para qualquer área, temos que saber fazer aquilo que somos propostos, mas, para quem ensina, exige algumas habilidades extras como paciência, organização e didática.

Qual o melhor momento que teve com este instrumento?

Passei por quatro professores de violino, três em Lajeado e depois, com 14 anos, fui estudar em Porto Alegre, no Instituto Pablo Komlós, onde também participava da Orquestra Juvenil da Ospa, composta por músicos que estavam na graduação em música. Este foi o momento mais especial da minha trajetória na música. Tocávamos com músicos da Ospa em grandes eventos como a abertura do Festival de Cinema de Gramado e fazíamos concertos no Teatro da Ospa em Porto Alegre.

Ainda tem um sonho que busca realizar?

Como tenho estas duas profissões, gosto de pensar nelas juntas. E no mundo científico da saúde muito se estuda sobre o poder da música como um desenvolvedor de habilidades cognitivas gerais e também uma boa terapia, trazendo benefícios para a qualidade de vida das pessoas. Neste aspecto, quero poder continuar proporcionando isso de alguma forma para as pessoas. Já realizei estudos com o uso da música em pacientes e pudemos publicar bons resultados. Espero poder fazer mais estudos assim.

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