Cavalo emprega mais que carro

NEGÓCIOS EM PAUTA

Cavalo emprega mais que carro

Programa aborda o tradicionalismo gaúcho como negócio e é apresentado direto do Piquete do Grupo A Hora, no Acampamento Farroupilha de Lajeado

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Atualizado sábado,
17 de Setembro de 2022 às 11:04

Cavalo emprega mais que carro
Fabiano (e), Flávio e Diego (Foto: Luísa Huber)
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

O programa Negócios em Pauta deste sábado, 17, aborda o tradicionalismo gaúcho como área rentável para empreendedores. Direto do Piquete do Grupo A Hora, no Acampamento Farroupilha de Lajeado, Fabiano Conte apresenta a atração itinerante.

Participam: 

  • Diego Girelli, do Rancho DG de Arroio do Meio;
  • Flávio Rodrigues, ex-coordenador regional do MTG;
  • Luis Paulo Tonini, do Rancho Fundo da Grota de Capitão;
  • Daniel Becker e Neusa Koch, empresários da Morro Santo e organizadores de rodeios.

Conforme Diego Girelli, a indústria do cavalo gera mais emprego do que a automobilística. Enquanto uma está automatizada, a outra necessita de trabalhadores para tratar os animais, limpar cocheira, produzir ferragens, feno, ração, e veterinário, por exemplo. Outra motivo para o elevado número de profissionais na área é a crescente população destes animais. “Mesmo hoje existindo muito mais automóveis e o cavalo ser utilizado apenas para lazer, e não mais para transporte.” Ainda, o RS é a região do mundo que mais produz o cavalo da raça crioula, conta Girelli.

Para Rodrigues é difícil especificar qual a área que movimenta mais recursos dentro do tradicionalismo gaúcho, mas entende a cultural ser uma das mais rentáveis. “Quando tu for numa final do Encontro de Artes e Tradição Gaúcha (Enarte) tu vai perceber a quantidade impressionante de pessoas que vivem daquilo e, por consequência, investem boa parte do seu salário em indumentária, cursos, transportes e na manutenção de cavalos e de tudo que envolve um rodeio.”

Morador do Centro de Lajeado, Daniel Becker relata ter sido inserido no tradicionalismo por sua esposa Neusa Koch. “Sempre gostei fazer encontros, confraternização e festa. Aí fui desenvolvendo. Fui ajudando nos rodeios. Hoje temos o evento do Piquete do Morro Santo, que já é de nível nacional, com laço de tradição e de competição.” Conforme Daniel, a organização do evento tem custo de R$ 450 mil. “É um planejamento bem complexo, com muitos riscos. Por isso, precisa estar tudo bem alinhado.” Enquanto ele fica na administração, Neusa diz preferir atuar na prática. “Chamo as pessoas para laçar”, exemplifica.

Luis Paulo Tonini entende que o ramo de cavalo tende a crescer. Seu rancho recebe pessoas de toda região, principalmente de centros. “As pessoas da cidade vem. Quando montam no cavalo, mudam de humor”, detalha. De acordo com o empreendedor, seu rancho tem registrado lotação em finais de semana.

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