Candidatos defendem emendas e critérios para destinação dos recursos

PENSAR ELEIÇÕES 2022

Candidatos defendem emendas e critérios para destinação dos recursos

Quatro nomes à Câmara dos Deputados encerraram ciclo de debates do Grupo A Hora com os concorrentes da região aos parlamentos federal e estadual. Temas como saúde e relação com governo federal também permearam encontro

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Candidatos defendem emendas e critérios para destinação dos recursos
Candidatos confrontaram ideias e propostas em busca do voto do eleitor regional. Crédito: Mateus Souza
Lajeado
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O ciclo de debates com candidatos do Vale do Taquari teve, nessa sexta-feira, 16, o encontro derradeiro no estúdio da Rádio A Hora 102,9. Quatro aspirantes à Câmara dos Deputados discutiram propostas, confrontaram ideias e se apresentaram ao eleitor. Também defenderam a necessidade da região voltar a ter representatividade em Brasília.

Enio Bacci (União Brasil), Felipe Diehl (PL), Ricardo Wagner (PTB) e Vigilante Reginaldo Morais (Republicanos) foram os convidados do debate, que integra o projeto “Pensar Eleições 2022 – Desperta Vale do Taquari”. A iniciativa é fruto de parceria do Grupo A Hora com a Univates e busca conscientizar sobre a importância da eleição de representantes genuinamente locais.

O debate foi estruturado em seis blocos. Em três deles, responderam questionamentos gerais elaborados pela organização. Em dois momentos, tiveram a oportunidade de perguntar entre si, com temas livres. No fim, cada um teve dois minutos para as considerações finais.

Emendas parlamentares

Instrumento previsto na Constituição e que divide opiniões na sociedade, as emendas parlamentares foram defendidas pelos quatro candidatos. A primeira pergunta do debate foi justamente a opinião destes sobre a destinação de recursos federais indicados por deputados aos municípios. Todos se mostraram favoráveis, mas apontaram critérios e ressalvas.

Morais diz que, caso eleito, vai apontar as definições conforme a necessidade de cada setor. “Obrigatoriamente 50% das emendas individuais são para a saúde. As outras, serão conforme critérios, para distribuição de forma igualitária. Vejo que a emenda é uma forma de devolução aos munícipes o dinheiro repassado à União”, frisa.

Bacci se disse contrário a todo e qualquer sigilo que seja colocado sobre os recursos e cita o caso do orçamento secreto. “Tudo o que é escondido acaba viabilizando maracutaias. Mas sou totalmente favorável às emendas transparentes, que são públicas. Como ser contra emendas que vão beneficiar a população? E lembro de várias que trouxe ao Vale”, pontua.

Diehl afirmou ser “totalmente a favor”, pois considera que as emendas individuais são impositivas e obrigatórias, sem qualquer conchavo ou negociação com o Executivo. “Vou usar as emendas para resolver o problema das cirurgias atrasadas. Não vou descansar enquanto não zerar as filas. É questão de dignidade. Nossos hospitais são bons, mas falta perna”, reitera.

Wagner também demonstrou contrariedade à falta de transparência na destinação de recursos e diz que destinará emendas conforme a necessidade da comunidade. “Será voltado especificamente às demandas prioritárias. Quero ajudar a região a fazer um planejamento para que se possa desenvolver. Não apenas resolver questões pontuais”, comenta.

Experiência e vontade

Nas perguntas com tema livre, a experiência política entrou em pauta. Para Diehl, isso não é um impeditivo ao candidato. “Mais importante do que isso é a vontade de trabalhar e a competência. De nada adianta ser experiente e fazer o mesmo ou muito pouco”.

No contraponto, Morais concordou com a afirmação e defende que o candidato faça por merecer o cargo. “Aprendi que vassoura nova varre bem. Temos que ter um período de tempo para atuar na área, ou se aperfeiçoando para não ficar na mesmice”.

Desejo do eleitor

Em outra pergunta, Bacci respondeu sobre o que o povo deseja dos candidatos eleitos e lamenta a imagem que a população criou da classe. “Os maus políticos prejudicam a imagem de todos, pois muitos, que não acompanham o trabalho do bons, acabam generalizando”.

Wagner, em suas caminhadas durante a campanha, diz que as pessoas buscam votar em que tem valores e princípios semelhantes às delas. “Quando olhamos o candidato, e vemos que ele defende família, vida e uma sociedade desenvolvida, sabemos que é isso que o povo está olhando”.

 

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