Estado exige melhorias antes de iniciar cobrança em novos pedágios

RSC-287

Estado exige melhorias antes de iniciar cobrança em novos pedágios

Grupo Sacyr, responsável pela concessão da rodovia, não atendeu melhorias previstas em contrato. Abertura de três novas praças está suspensa

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Estado exige melhorias antes de iniciar cobrança em novos pedágios
Concessionária finalizou a construção de três novas praças na ERS-287. Em Taquari, cobrança será a dez quilômetros do pórtico de entrada da cidade. Crédito: Divulgação
Taquari
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

A falta de manutenção na RSC-287, de Tabaí a Santa Maria impossibilita a ampliação no número de pedágios do Grupo Sacyr. A decisão foi anunciada ontem pelo governo do Estado após vistoria no trecho. Pelo contrato, a concessionária poderia iniciar a cobrança em três novas praças (Taquari, Paraíso do Sul e Santa Maria). Com a notificação do Executivo gaúcho, a empresa tem 30 dias para garantir as melhorias na rodovia.

Pelo contrato, as novas cancelas começariam a funcionar até a segunda semana deste mês. A arrecadação adicional está prevista em contrato como forma de custear as obras em rótulas, novos acessos e duplicação nos mais de 200 quilômetros de concessão.

O preço da tarifa é de R$ 4,10 para automóveis e a cobrança segue em dois pontos, em Candelária e Venâncio Aires. De acordo com a concessionária, os trabalhos foram iniciados e deverão ser concluídos até o dia 19. Após, será realizada nova vistoria e avaliação.

Necessidade estadual

Em 2018, especialistas em infraestrutura apresentaram ao governo do Estado o Plano Estadual de Logística de Transportes (Pelt-RS). O documento tinha como uma das obras prioritárias o aumento da capacidade na ERS-287. Do contrário, haveria um colapso no fluxo de transportes entre as regiões cortadas pela rodovia.

O estudo mostra que a rodovia é um eixo que interliga regiões, passando por polos econômicos do centro, Vale do Rio Pardo e Taquari, em especial devido a ligação com a BR-386. Sem capacidade de investimento de recursos públicos, o diagnóstico apresenta como melhor alternativa a concessão da estrada à iniciativa privada.

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