“Quando eu pedalo, é assim:  eu me sinto livre e leve”

ABRE ASPAS

“Quando eu pedalo, é assim: eu me sinto livre e leve”

Ana Schena Rissi é exemplo de que disposição não tem idade. Aos 68 anos, tem o ciclismo como esporte. Começou a pedalar faz cerca de oito anos, por incentivo do filho. Aposentada, dona de casa e babá dos netos, Ana também é atleta. Sob duas rodas fez diversas amizades, cuida da saúde e, ainda, conhece lugares incríveis.

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“Quando eu pedalo, é assim:  eu me sinto livre e leve”
Arquivo Pessoal
Vale do Taquari
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Há quanto tempo o ciclismo faz parte da sua vida?

Eu comecei a andar de bicicleta por incentivo do meu filho, Robert Rissi, que pratica o esporte há mais de 20 anos. Ele trabalhava o dia todo e a noite saía para pedalar, o que me deixava preocupada, eu achava perigoso. Até que um dia ele me convidou para andar de bike e ver os inúmeros benefícios que este esporte traz. Depois daquele dia nunca mais parei, já fazem oito anos.

O que te motiva a pedalar?

Antes de começar a praticar este esporte eu estava desanimada e com início de depressão, tomava vários remédios que hoje já não são mais necessários. Pedalar melhorou os meus hábitos de vida, me rejuvenesce, representa bem-estar. É um esporte que ganhou o meu coração, pois não tem preconceito de idade e nem classe social. Ele traz muita diversão.

Qual o percurso mais longo que você fez e qual local conheceu que mais te encantou?

O passeio mais longo que fiz foi até o Paradouro Rosinha, em Taquari. Foram 122 quilômetros. São muitos os lugares que a bike me levou e que me deixaram encantada. É até difícil escolher, mas posso citar aqui o Paraíso das Pedras, o Viaduto 13, o Belvedere Encantado, a Lagoa da Garibaldi, o Cristo Protetor, sem contar as diversas cascatas que já visitamos.

Geralmente quem te acompanha nos passeios?

Depende muito. Eu participo de dois grupo de mulheres, há aquelas que preferem fazer percursos mais curtos, como também as que preferem andar um pouco mais. E quando meu marido está disponível, ele também me acompanha.

Geralmente combinamos de pedalar nos fins de semana, porém, no dia a dia, eu também dou algumas voltas por Encantado mesmo. Eu sinto falta de ver mais pessoas da minha faixa etária praticando este esporte, o que é uma pena, pois ele é benéfico para a saúde do corpo e da mente.

Já pensou em participar de alguma competição?

Não penso e também nunca participei, pois conheci este esporte maravilhoso após os 60 anos, então eu o pratico por lazer. Eu amo pedalar, me sinto bem, mas deixo as competições para os mais jovens.

O que o ciclismo representa para você?

Tudo mudou depois que comecei a pedalar. O ciclismo melhorou muito a minha vida em vários aspectos e, por isso, eu aprendi a enxergar e a encarar a vida com outros olhos. Quando eu pratico o esporte eu dissolvo todos os meus problemas. Quando eu pedalo, é assim: eu me sinto livre e leve. Tenho muita gratidão por tudo o que o ciclismo tem me proporcionado.


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