“Estamos nos aproximando mais da sociedade”

ABRE ASPAS

“Estamos nos aproximando mais da sociedade”

Anna Bispo é integrante da Comissão dos Vales Afros Religiosos (Comvafro) e do grupo artístico AfroBlack, de Lajeado. Em abril, os movimentos organizaram a primeira procissão para Ogum, que percorreu o centro de Lajeado.

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“Estamos nos aproximando mais da sociedade”
Anna Bispo. Crédito: Júlia Amaral
Vale do Taquari
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Como surgiu a Comvafro e há quanto tempo você integra a Comissão?

A Comvafro surgiu pela necessidade de termos representação afro religiosa aqui nos Vales do Taquari e Rio Pardo. A comissão foi formulada em janeiro de 2022 e eu participei da fundação desde o começo.

Na sua visão, qual a importância dessa organização?

A importância é de aproximar os jovens e religiosos negros e não negros da sociedade civil em geral. No momento, não estamos articulados nem articulando nada em relação a temas religiosos.

Mas, para nossos próximos projetos voltados à religião, queremos envolver mais a sociedade como um todo, principalmente tirando dúvidas constantes que possam melhorar nossa convivência, citando leis que nos amparam e os deveres que temos como participantes ativos dentro das comunidades em que vivemos.

O estado é laico, mas devemos nos adequar às leis de boa convivência para que a paz e a ordem prevaleçam.

Antes da Comvafro, como era seu envolvimento com o movimento negro?

Antes da Comvafro já militava pelo AfroBlack, que já tinha um relacionamento estreito com a comunidade.

E como se organiza a AfroBlack hoje? Quantas pessoas participam e quais as atividades?

O AfroBlack tem 10 integrantes e duas coordenadoras, a Camila Marques e a Kauanni Marques. Hoje desenvolvemos palestra nas escolas, contando um pouco da história dos negros no Vale do Taquari.

Também realizamos eventos culturais, como feiras de artesanato levando a confecção das bonecas africanas, a Abaomi, e oficina de música, dança e poesia.

Além disso, o AfroBlack tem um grupo de Slam, que é uma modalidade poética de competição contemporânea sobre assuntos atuais. Mas nosso principal evento acontece em novembro. É nosso pico, por ser o mês da consciência negra, momento em que nossas atividades são plurais e descentralizadas.

Como você percebe a atuação da comunidade negra na região?

Um tanto tímida, mas, através desses projetos e engajamentos, estamos nos aproximando mais da sociedade, saindo das regiões periféricas e buscando nos destacar.

Também estamos mostrando a capacidade artística, social, intelectual e colaborativa da comunidade negra através do AfroBlack.

Estamos participando de alguns editais artísticos que envolvem teatro e danças, o que é uma proposta boa e que aproxima jovens e crianças negras da comunidade lajeadense.

Nosso intuito é afastar esses jovens e crianças do risco da marginalidade, já que muitos vivem em vulnerabilidade social.


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