Benefícios e desafios de amamentar

AGOSTO DOURADO

Benefícios e desafios de amamentar

Mês é dedicado ao incentivo à amamentação, que mesmo entre medos e inseguranças, traz benefícios e aproxima as mães de seus bebês

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Benefícios e desafios de amamentar
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“A nossa história é cheia de percalços e nada de muito perfeito”, diz a psicóloga Cristiane Schmidt, 33, mãe das gêmeas de sete meses Clara e Sofia. Depois de 36 semanas e seis dias de gestação, foi necessário uma cesária para que as pequenas viessem ao mundo, um dos motivos para o atraso da vinda do leite materno.

Mesmo com todos os estudos e pesquisas sobre a amamentação, a prática foi mais difícil do que Cristiane imaginava. “O desejo de amamentar sempre existiu, mas quando eu soube que eram gêmeas já me bateu o medo. Eu tinha receio, mas tinha certeza que queria muito amamentar”, lembra.

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A realidade exigiu que a psicóloga recorresse ao complemento alimentar e a ajuda com consultoria em amamentação. Nesse processo, Cristiane descobriu que o pequeno tamanho das filhas também interferia no quanto conseguia sugar o leite e que sua produção não era o suficiente para as duas meninas.

Pelo medo de rejeitarem o peito, antes de recorrer a mamadeira com o leite materno, os pais tentaram alimentá-las com a colher dosadora e a sonda. “Eu tinha muito medo da confusão de bicos, mas a mamadeira foi a mais prática, principalmente por serem duas”, conta.

Quando voltou ao trabalho, as gêmeas tinham cinco meses. Junto com o retorno das atividades veio a preocupação de não conseguir mais amamentar. Mas de todos os desafios que enfrentou, Cristiane acredita que o maior deles foi lidar com a ansiedade.

“Nunca vai ser demais buscar conhecimento, ter rede de apoio, ter profissionais que vão te ajudar. Porque eu tive tudo isso e ainda assim gerava medo, insegurança e dúvidas”, salienta. Agora, durante a noite e depois do banho, é o momento em que a rotina consiste na mãe dar leite para uma e o pai, Luis Eduardo Ferreira brincar com a outra.

Aos poucos a família vive a introdução alimentar das pequenas. E, hoje, a hora da amamentação se tornou um momento especial, em que a mãe gosta de passar de forma tranquila com Clara e Sofia.

Hora de ouro

Assim que nasce, todo ser humano vive a sua “hora de ouro”. Nesse momento, logo é iniciada a vida extrauterina, quando se desenvolve a aptidão para sugar o seio materno. Além do vínculo afetivo com a mãe, isso garante ao bebê o contato com o colostro, leite que é rico em anticorpos e importante para a imunidade.

Preparar-se para esse momento é fundamental, já que as mudanças vão além das adaptações fisiológicas da mulher. “Sugiro às mamães conversarem com seu obstetra e pediatra para que possam vivenciar este momento, pois esta fase inicial é fundamental para a amamentação exclusiva prolongada”, salienta a médica Raquel Krause. Para ela, é importante que o incentivo à amamentação comece ainda no pré-natal, com profissionais da saúde que possam orientar e mostrar o que faz sentido e o que pode ser prejudicial no processo da amamentação.

“É importante a mãe se preparar para a amamentação”

“Semana da Amamentação 2022 e o Agosto Dourado” foram os temas do programa Nossos Filhos dessa quinta-feira, 4, na rádio A Hora 102.9, apresentado pelo médico pediatra João Paulo Weiand. Junto da consultora em amamentação da Unimed, Raquel Krause, respondeu algumas das dúvidas frequentes sobre o assunto. O programa completo está disponível nas plataformas digitais de áudio e vídeo do grupo A Hora.

Dr. João Paulo – Os índices de amamentação exclusiva até os seis meses ainda são muito baixos no Brasil, chegando a cerca de 20%. Inclusive, há dados que mostram que em torno dos dois meses, 40% da amamentação é exclusiva. Raquel, o que falta para a gente conseguir chegar perto dos 100% de amamentação exclusiva até os seis meses?

Raquel Krause – A amamentação requer habilidades, informação. Então, conversar sobre isso ainda é muito necessário. A amamentação inicia no pré-natal, mas o ato de amamentar a criança já começa na hora do ouro. Então, é importante a mãe se preparar para a amamentação do mesmo jeito que ela se prepara para o nascimento do bebê.

Com certeza essas taxas de desmame precoce diminuem quando a mãe está bem orientada sobre alguns problemas que podem dificultar a amamentação, porque vão ser vistos e vivenciados de uma forma menos agravante. Além disso, muitas mães vivenciam o retorno ao trabalho depois de quatro meses de licença e precisam iniciar a introdução alimentar, elas não estão preparadas e informadas para o armazenamento do leite, para o desmame gradual.

“Amamentar” na Unimed VTRP

Nos dois primeiros sábados de agosto, das 14h às 16h, a Unimed VTRP organiza atividades gratuitas e abertas para a comunidade alusivas ao Agosto Dourado. As atividades serão no Jardim Botânico de Lajeado (06/08) e na Praça da Pasqualini – SCS (13/08).

A 4ª edição do Amamentar será uma roda de conversa com especialistas em amamentação e saúde emocional, para sanar dúvidas e compartilhar orientações com as gestantes e puérperas. Nas datas, também haverá aulas gratuitas de yoga e música ao vivo, e um “Mamaço”, ato de apoio à liberdade da amamentação.


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