“Troquei o agito da cidade pela calmaria do interior”

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“Troquei o agito da cidade pela calmaria do interior”

Natural de Sério, Roberto Carlos Aroldi, 54, optou em retornar para a área rural em busca de qualidade de vida. Desde 2010 reestrutura a propriedade para lazer de amigos e família. Em meio a esse processo, descobriu o potencial para o turismo e investiu neste segmento. A construção de uma casa na árvore se tornou o principal atrativo.

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“Troquei o agito da cidade pela calmaria do interior”
Crédito: Arquivo Pessoal
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Qual foi a motivação para retornar ao interior e se dedicar ao turismo rural?

Nasci e cresci junto de quatro irmãos na localidade de Paredão. Durante a juventude trabalhamos no cultivo de tabaco e criação de aves. Neste período também saí para estudar e trabalhei por anos em instituições financeiras.

Passei a me dedicar de novo à propriedade em 2010. Naquela ocasião estava tudo abandonado e foi preciso investir para recuperar as estruturas. Aos poucos com a ajuda da família conseguimos fazer com que fosse um local produtivo e de lazer.

Primeiro construímos um quiosque em meio ao açude e mais tarde surgiu a ideia da casa na árvore. Essas duas estruturas que hoje são atrativos turísticos foram criadas sem essa pretensão, era para nosso momento de descanso.

Como surgiu a ideia de construir uma casa na árvore?

Esse projeto surgiu a partir do desejo das crianças em terem um local para brincar. Imagino que seja o sonho de muitos ter uma casa na árvore. Ao avaliar essa possibilidade percebemos que havia um plátano próximo ao açude e daria essas condições de construir a casa.

A ideia deu tão certo que chamou a atenção de pessoas que circulavam pela região e começaram a pedir para alugar nos fins de semana. Algo que não havia imaginado. Talvez se tivesse tido esse olhar no início teria feito uma estrutura maior. Diferente do paiol recém-restaurado e já pensado para atender turistas.

A partir de que momento percebeu o potencial turístico da propriedade?

Por experiência própria, as pessoas da cidade gostam de um momento de tranquilidade para fugir do agito. Isso me fez refletir sobre o que estávamos fazendo e aquilo poderia oferecer aos visitantes. Não temos luxo, é tudo muito simples, mas com o diferencial da calmaria e o contato com a natureza.

Aqui podemos acompanhar o nascer e pôr do sol. Além disso, a interação com animais e o nosso cão que inclusive virou mascote da propriedade. O Jackson é grande companheiro, gosta de andar de moto e se aproxima com facilidade dos visitantes.

O turismo rural se tornou uma atividade econômica para a família?

O fluxo de visitantes ainda é baixo para equilibrar o investimento. Esse fator financeiro é o principal desafio do setor. No nosso caso,as estruturas foram construídas aos poucos e sem esse viés.

Mas acredito que com o passar do tempo vamos evoluir e as propriedades do interior tendem a atrair cada vez mais turistas. Enquanto isso, se trata de uma realização pessoal e de qualidade de vida. Na mesma área cultivamos pitaya e investimos na produção de lúpulo que são a principal atividade econômica.


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