QR Code em cemitérios conta história dos sepultados de Colinas

História preservada

QR Code em cemitérios conta história dos sepultados de Colinas

Alunos do 9º ano da Emef Ipiranga desenvovem o projeto. O objetivo é de valorizar as pessoas que fazem parte da memória do município

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Atualizado sábado,
30 de Julho de 2022 às 15:35

QR Code em cemitérios conta história dos sepultados de Colinas
Cemitério Evangélico já está com a fase de levantamento de dados concluída. O projeto deve seguir até 2023. (Foto: Divulgação)
Colinas

A Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Ipiranga desenvolve, com 18 alunos do 9º ano, o Aqui Reside a Nossa História. O projeto, que ocorre desde outubro do ano passado e deve seguir até 2023, consiste em catalogar o nome e a história de quem foi sepultado nos cemitérios da cidade. O objetivo é homenagear aqueles que fazem parte da construção do município.

O secretário de Educação, Cultura, Turismo e Desporto, Edelbert Jasper, detalha que na entrada dos cemitérios, neste primeiro momento, do Evangélico e Católico, haverá um QRCode que direcionará para o site de Colinas. Em uma aba, terá a relação de todos os sepultados em cada local e o histórico deles na comunidade. “Temos um vácuo da nossa história que não foi escrita, então queremos fazer o resgate desses últimos anos para contar.”

Segundo Jasper, no livro de registros das pessoas enterradas nos cemitérios, foram encontrados símbolos que vão acarretar em mais pesquisas. “Isso desperta a curiosidade e o interesse pela história do município e dos antepassados. É um projeto simples, mas que demanda tempo”, afirma.

Na prática

O Aqui Reside a Nossa História é desenvolvido pela professora de História, Rosangela Kirsten. Inicialmente, foi feito por alunos do 8º e 9º da Emef, mas neste ano houve a decisão de manter a dinâmica com apenas uma turma. A ideia é até o final do ano terminar a pesquisa dos dois cemitérios e em 2023 iniciar com os do interior de Colinas.

“A catalogação de nomes do cemitério evangélico está completa. A partir de agosto, durante as tardes, iremos a campo no católico. Em dias de chuva, continuaremos com o trabalho de digitação, conversa com familiares e idas ao cartório, para concluir as pesquisas do evangélico”, explica a professora.

Reflexão

Conforme Rosangela, no levantamento de dados foram encontradas sepulturas de imigrantes provindos de atuais países da Europa, e regiões que pertenciam a Impérios e se desmembraram após as duas guerras mundiais. “Os túmulos de familiares, crianças ou jovens que sofreram acidentes causam ou permitem momentos de reflexão. É muito interessante a reação dos alunos, que encaram o projeto de forma respeitosa”, observa.

Para ela, falar e encarar a finitude de um ser humano leva a pensar. “É isto que fazemos junto com a pesquisa. Conversamos sobre a falta de remédios, de conhecimentos, da fome, das guerras, das necessidades que levam famílias a migrarem e a se separarem. É um resgate de quem e como colonizou o local onde vivemos atualmente”, salienta.

Leia mais no site do Jornal Nova Geração.


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