Famílias reagem contra férias nas escolas infantis

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Famílias reagem contra férias nas escolas infantis

Secretaria de Educação de Estrela muda calendário das creches. Para equiparar férias de servidores, cria o recesso na Educação Infantil. Decisão provoca críticas das famílias. Pais e mães foram ao gabinete do prefeito cobrar explicações. Executivo promete diálogo para resolver impasse

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Famílias reagem contra férias nas escolas infantis
Grupo de pais tentou encontro com secretária da Educação, mas foi recebido pelo vice-prefeito João Schäfer. Crédito: Jhon Willian Tedeschi
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A mudança no planejamento à Educação Infantil no município gera preocupação e questionamentos por parte dos pais. Conforme indicado aos responsáveis no começo do ano, o inverno deveria ser de recesso apenas para os professores. No entanto, um comunicado no fim da tarde dessa terça, 19, indicou que monitores também sairiam na última semana de julho.

Começou uma mobilização das famílias pelas redes sociais e chegou ao gabinete do prefeito. Sem perspectivas do que fazer, diante das férias inesperadas, um grupo formado por dez pais foi ao encontro dos vereadores na tarde dessa quinta, 21, para levar o caso e debater eventuais soluções, diante do fechamento das Escolas Municipais de Ensino Infantil (Emei).

O pouco tempo para a reorganização da rotina foi um dos principais argumentos no encontro. Os presentes citaram o aspecto financeiro como outro entrave para o período sem aulas, já que muitos dos responsáveis não teriam condições para contratar profissionais para cuidar dos filhos.

“Vou ter que me realocar com minha filha, deixarei de trabalhar para ficar com ela. Isso vai interferir no orçamento. Só que muitas famílias não tem como ter essa interferência”, relata Luana da Silva, 25, mãe de uma aluna da Emei Casa da Criança, no bairro Cristo Rei.

Após quase uma hora de reunião, surgiu a ideia de levar o protesto à Secretaria Municipal da Educação (Smed). “Enquanto outros vereadores trabalham com os aspectos formais, vamos fazer um movimento presencial”, afirmou o parlamentar Volnei Zancanaro (União Brasil).

Executivo abre diálogo

Na prefeitura, o grupo tentou uma conversa com representantes da educação, mas não foi recebido, com o argumento que a equipe estaria em uma formação. Com a repercussão, o vice-prefeito João Schäfer foi até os pais para ouvi-los e entender as demandas. Uma funcionária da Smed participou desta parte do atendimento e anotou os questionamentos.

Anteriormente, a secretaria se manifestou por meio de nota. O comunicado destaca aspectos como fortalecer o “convívio e manutenção dos vínculos e laços familiares das crianças e adolescentes, criando memórias significativas” e o objetivo de “proporcionar capacitação e aperfeiçoamento dos profissionais da rede para atendimento”.

A favor das férias

Apesar dos questionamentos ao modo de proceder do governo, os pais fizeram questão de ressaltar que não estão contra o período de recesso dos monitores, que buscavam equiparação aos professores. Por outro lado, a exigência é por uma melhor gestão nesses momentos. “Esperamos uma gestão e uma logística melhor, para não ficarmos sem escola durante o inverno”, diz Luana.

Busca de apoio no MP

Uma consulta foi feita ao Ministério Público (MP), no sentido de tentar a intervenção do órgão. No entanto, a resposta não-oficial foi no sentido de dar razão ao governo, de acordo com um pai. Os parlamentares também ressaltaram a ingerência sobre a situação, uma vez que a decisão é privativa do governo. “Não temos poder de decisão sobre isso”, justificou o vereador Márcio Mallmann (PP).


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