Paixão pelo voleibol leva atleta para os Estados Unidos

Intercâmbio cultural

Paixão pelo voleibol leva atleta para os Estados Unidos

Possibilidade de unir estudos e o esporte fez a lajeadense Alana Luisa Moesch ir ao país norte-americano, onde mora faz um ano

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Atualizado quinta-feira,
21 de Julho de 2022 às 09:58

Paixão pelo voleibol leva atleta para os Estados Unidos
Alana se encaixou no modelo de jogo proposto nos EUA, mais técnico do que no Brasil. Crédito: Divulgação
Mundo
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Atravessar a fronteira para realizar o sonho de estudar e jogar voleibol, foi com esse objetivo que Alana Luisa Moesch, 20, desembarcou nos Estados Unidos no dia 26 de julho de 2021.

Natural de Lajeado, Alana reside em West Plains, no estado de Missouri, e está na fase de estudos gerais, que são as matérias obrigatórias antes de iniciar o curso de fisioterapia, em maio do próximo ano. Quando não está em quadra e na sala de aula, trabalha no restaurante e cafeteria do campus da faculdade.

Foto: Divulgação

Início graças à medalha simbólica

O voleibol sempre esteve presente na vida de Alana. Na infância assistia partidas da irmã Eveline Moesch pelo Ceat e das primas que atuavam no Centro Esportivo Municipal. IO ginásio do CEM inclusive ficava no caminho de casa para o local de trabalho dos pais.

Com oito anos, uma atitude simbólica do professor Adilvo Battisti mudou a sua vida. Em uma tarde foi ao ginásio do CEM acompanhada da prima Gabriele Berté, que havia ganho uma medalha por ter vencido um torneio no fim de semana.

Ao chegar no local, Battisti também colocou uma medalha no peito de Alana, que voltou para casa decidida que jogaria voleibol. “Amei ganhar essa medalha. Tenho guardada até hoje e foi essa atitude que me fez entrar na modalidade”, lembra.

No CEM ficou até os 12 anos, quando a professora Indianara Gonçalves a levou para jogar no Ceat. Perto de completar 16 anos teve a primeira experiência longe de casa. Foi atuar no ABC Bradesco, em São Paulo. Lá permaneceu até o começo de 2020, quando se mudou para o Tijuca Tênis Clube, do Rio de Janeiro.

Antes de embarcar para os EUA, recebeu proposta para seguir no Tijuca e também para retornar a São Paulo e jogar no Sesi Bauru. “Estava decidida em vir para os EUA e nem abri conversas, com isso também fechei as portas para outras propostas.”

Ida para os EUA

Admiradora do estilo de jogo norte-americano, Alana relata que o convite para ir aos EUA surgiu pela amiga e colega de Seleção Gaúcha e Brasileira de base, Roberta Rabelo, que em 2020 foi atuar no Arizona State University. Ela apresentou o agente que intermediou a ida para o país.

 

Além disso, Roberta mandava vídeos, imagens e relatos sobre como era jogar em outra competição e país. Isso instigava ainda mais a vontade de Alana mudar a vida. “Aliei a vontade de ser atleta com o sonho de ter um diploma internacional e me aperfeiçoar no idioma”, cita.

Adaptação ao novo país

O idioma inclusive foi um dos problemas que enfrentou no período de adaptação, mas a atleta acreditava que esse momento seria mais difícil de enfrentar. “Vim para cá decidida do que queria, por isso as situações foram melhores do que imaginei.”

Outro problema foi com a alimentação. Segundo ela, os norte-americanos costumam tomar café da manhã mais reforçado e o almoço é mais leve, diferente do que é no Brasil, onde o almoço é a refeição mais importante do dia. “Hoje já entrei na rotina deles e está sendo uma experiência muito interessantes”, considera.

Alana relata que vive os melhores dias de sua vida. “Não tenho palavras para descrever o quão grata sou de estar aqui. Morar em outro país e fazer o que se ama é maravilhoso e não tem preço.”
amor pelo esporte

Ela destaca que se encaixou no modelo de jogo proposto nos EUA, que é mais técnico do que no Brasil. Hoje atua como ponteira. Além disso cita que a estrutura oferecida na universidade, que segundo ela não é das maiores no EUA, é muito melhor do que de alguns dos clubes top de linha no Brasil. “Aqui eles investem muito no esporte”, enfatiza.

A equipe em que atua joga um campeonato para universidades menores, considerado a segunda maior liga de voleibol dos EUA, atrás apenas da NCAA, que é entre as grandes universidades.

Futuro fora do brasil

A atleta está no primeiro ano do curso de fisioterapia. Na atual universidade fica por mais um ano. Relata que ainda está na dúvida sobre o que pretende fazer, se é seguir jogando, trabalhar como treinadora ou fisioterapeuta. “Sou apaixonada pelo que faço. Vou aguardar meu último ano de faculdade, ali saberei sobre o meu futuro, mas não deve ser longe dessas três áreas.”

Decidida, não pretende retornar ao Brasil. Cita que amadureceu muito nesse um ano que está nos Estados Unidos. “Ter essa experiência aqui me transformou, hoje penso mais no meu futuro, não vivo apenas o presente”, diz.

A saudade da família e amigos é suprida em conversas diárias. “Minha mãe me manda recado todo dia, mas eles sabem que estou atrás dos meus sonhos e entendem o motivo de estar longe.”

 

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