Evento consolida tradição musical da cidade e inspira novas gerações

TEUTÔNIA

Evento consolida tradição musical da cidade e inspira novas gerações

Com programação até sexta, 22, Festival de Música de Teutônia chega à quinta edição e se torna uma dos principais atividades do gênero no RS. Além das oficinas para os mais de 300 alunos e professores participantes, programação conta com atrações abertas à comunidade todas as noites

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Evento consolida tradição musical da cidade e inspira novas gerações
Ensaio geral na tarde de ontem reuniu todos os músicos presentes. Apresentações são gratuitas à comunidade. Crédito: Jhon Willian Tedeschi
Teutônia
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Pelos corredores do Colégio Teutônia, a música não dá trégua. Trompete, saxofone, tuba, violão. São mais de 15 instrumentos tocados por alunos e professores. Hoje, é o quarto dia de festival na instituição, que reúne mais de 300 pessoas em oficinas e apresentações até sexta-feira, 22.

Esta é a 5ª edição do Festival de Música de Teutônia, organizado pela escola em parceria com o município e outras instituições.

Desde domingo, 17, a região está movimentada, com a chegada de instrumentistas de 42 cidades. Os visitantes também são de seis diferentes estados, e dois professores estrangeiros, da Argentina e Uruguai.

Nos dias de festival, os turnos da manhã e tarde foram reservados para as oficinas de violino, violoncelo, flauta transversal, clarinete, saxofone alto, saxofone tenor, trompete, trompa, trombone, tuba, piano, guitarra, baixo elétrico, bateria, canto coral e arranjo.

À noite, a programação artística é aberta à comunidade, com shows e apresentações no Auditório Central do Colégio Teutônia a partir das 19h30, com entrada gratuita.

Experiência única

Coordenador dos cursos extraclasse do Colégio Teutônia, Harry Baukat é um dos idealizadores do festival. Desde a primeira edição, ele percebe um aumento na estrutura e participação dos alunos, e comenta sobre o clima nos dias de evento.

“É uma grande emoção caminhar pelos corredores, ouvir a orquestra e, no fim do dia, ouvir os instrumentistas, os 300 músicos no palco. É fantástico e nos alegra muito poder viver isso”, descreve.

Rafael Schafer, de São José do Hortêncio, município a mais de 90 km de Teutônia, participou das cinco edições do festival. Este ano, além de assistir às oficinas, também trouxe alunos da cidade onde mora. “Está sendo uma experiência muito boa. Para muitos é o primeiro festival, mas sempre é uma experiência nova”, garante.

Casas abertas

Os hotéis do município encheram. Mas, a maioria dos visitantes ficaram em casas de famílias. “É uma característica, uma cultura do colégio e da comunidade em receber estudantes, não só de música, mas do esporte. As famílias abrem as casas”, conta outro organizador do evento e maestro do Conjunto Instrumental do Colégio Teutônia, Lucas Grave.

De São Pedro do Sul, Evelyn Christ, 14, Camila Muxfeldt, 17, e Manuella Zaro Hoff, 12, estão entre os alunos hospedados nas residências de teutonienses.

A experiência até aqui tem sido boa, não apenas pela imersão na música, mas pela oportunidade de conhecer novas pessoas na primeira edição do festival que participam.

“Essa é minha primeira experiência tocando fora, e ficando na casa de pessoas que não conhecia. Está sendo muito interessante para conhecer novas pessoas, estabelecer laços diferentes. Eles fazem a gente se sentir bem, sem ter tanta saudade de casa”, destaca Manuella.

Para além da música

Para o diretor do Colégio Teutônia, Jonas Rückert, o festival também tem papel educativo, e ensina sobre compromisso e dedicação. “Precisamos fazer com que os jovens entendam que são agentes transformadores da nossa sociedade, e que os valores, os princípios, também são carregados pela arte”.

Ele ainda destaca a oportunidade de ter um festival como este na região, que favorece o município, o Vale e o estado. “Ano sim, ano não, os estudantes vivem essa expectativa para o retorno do festival”, afirma. O evento estava programado para o ano passado, mas foi adiado pela pandemia.

Do Rio para o Sul

Parte do quarteto de Renato Borghetti há 32 anos, Pedrinho Figueredo é conhecido pela música e produções culturais. Ele já fez mais de 400 apresentações com o grupo na Europa, e é o diretor artístico do festival.

Programa Frente e Verso, da Rádio A Hora 102.9, foi transmitido do pátio do Colégio Teutônia na manhã dessa quarta-feira, 20. Crédito: Luísa Huber

Alguns professores vieram do Rio de Janeiro para participar do evento, como Guto Wirtti, com contrabaixo elétrico, e Marcelo Martins, com saxofone. Wirtti conhecia a região, já que tem familiares no município. Mas esta é a primeira vez que participa do encontro, a convite da organização.

“Fiquei super feliz, porque a gente repete tanto isso, toda vez que começa a falar do futuro do país, que precisa educação. E a gente chegar aqui e ver a educação tão valorizada e a rapaziada interessada é muito bom”. Ele ainda destaca que o colégio oferece diferentes oportunidades para os jovens se interessarem pela arte e pela música.

Martins, por outro lado, já esteve no festival em 2019. O carioca acredita que a integração das famílias e comunidade faz diferença e é um dos motivos do sucesso do evento. A influência da cultura alemã nas tradições e comportamento das famílias também chamou sua atenção.

“Aqui tem tradições que não começaram ontem, essa cultura está nas famílias e na educação que elas dão em casa”. Ele também ressalta a manutenção das tradições do município e o gosto pela música passado de geração para geração.

De olho na cultura

“Muito mais do que oficinas de música, são experiências que vão marcar a vida desses alunos”, destaca a prefeita Aline Röhrig Kohl. Para ela, o festival representa a fortificação da origem do município.

Para apoiar o projeto, a prefeitura comprou vagas nas oficinas para alunos da rede municipal. As inscrições para os cinco dias de evento, com hospedagem, cursos e alimentação foi de pouco mais R$ 400. O valor investido pelo município foi de R$ 51 mil.

“A nossa proposta é apoiar as possibilidades culturais e artísticas, porque se temos esse potencial, o município tem que mostrar interesse”. O secretário da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer, Luias Henrique Wermann, ainda destaca que a pasta criou um projeto para quadruplicar o investimento de Teutônia em cultura.

PROGRAMAÇÃO

• Quinta-feira (21/07)
– Recital dos Estudantes, às 19h30, no Auditório Central do Colégio Teutônia.

• Sexta-feira (22/07)

– Encerramento com o Concerto da Orquestra Acadêmica e Orquestra do Festival, às 19h30, no Auditório Central do Colégio Teutônia.

Confira algumas imagens

Trio de São Pedro do Sul, Evelyn, Manuella e Camila estão hospedadas em casas de famílias teutonienses. Crédito: Jhon Willian Tedeschi

 

Programação reúne mais de 300 musicistas em oficinas e apresentações. Crédito: Jhon Willian Tedeschi

Primeira edição do Festival de Música de Teutônia ocorreu em 2014. Crédito: Divulgação


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