Dália poderá comercializar cortes de frango para Singapura

COOPERATIVISMO

Dália poderá comercializar cortes de frango para Singapura

Autorização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) ocorreu após um processo de 14 meses

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Dália poderá comercializar cortes de frango para Singapura
Crédito: Divulgação
Vale do Taquari

A cooperativa Dália, com sede em Encantado, se prepara para enviar uma maior variedade de produtos do Vale do Taquari para o mercado de Singapura. A autorização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) saiu no aniversário da empresa, em 15 de junho, depois de um processo de 14 meses.

O objetivo da empresa é ampliar sua presença no exterior, especialmente na região do Leste da Ásia. Segundo a gerente da Divisão Controle de Qualidade da Dália, Ivane Giacobbo, o mercado de Singapura é bastante exigente, com padrões microbiológicos mais restritos do que o mercado brasileiro. “Esse país asiático é um mercado muito importante, pois atualmente é o 10º país em importação de volumes de carne de frango do Brasil”, afirma.

Indústrias do estado do Rio Grande do Sul registraram aumento nas exportações no acumulado do primeiro semestre. Conforme a Federação das Associações das Indústrias do RS (FIERGS), foram 34,1% de acréscimo neste período em relação ao ano passado, com 8,3 bilhões de dólares sendo o setor de alimentos o que mais cresceu.

A Dália não é uma nova concorrente no país asiático, entretanto. A cooperativa vende cortes suínos para Singapura desde 2006 e, mais recentemente, foi habilitada para miúdos externos.

Presente no mercado

Para o gerente da Divisão Comercial Carnes e Derivados, Igor Estevan Weingartner, as exigências do mercado de Singapura se assemelham aos padrões do mercado japonês, que já recebeu um container de corte de frango da Dália.

“A diferença é que o mercado japonês é muito maior em volume de importações do que o de Singapura, por isso tem maior visibilidade”, apontou. Weingartner ressalta que ter habilitação é vantajoso para qualquer indústria, principalmente em momentos de crise. “Ter habilitações em alguns momentos é a diferença entre o lucro e o prejuízo”.

Caminho sem volta

Na avaliação do gerente da Divisão Frango de Corte, Eduardo Koefender, o segundo semestre de 2022 será mais rentável que o mesmo período do ano passado. “Estamos recém começando as exportações. No início do ano, 5% da produção diária foi destinada ao mercado externo, sendo que nossa estimativa para o segundo semestre é de 20%”.

Outro fator importante é o volume de escala comercializado para esses países. Koefender salienta que a busca pelo mercado internacional é um caminho sem volta. O aumento de opções comerciais, segundo ele, vale a pena em contraste com a demora para obter as habilitações, em especial por conta do retorno de auditorias presenciais.


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