De olho na estatística do futebol

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De olho na estatística do futebol

Morador do Vale do Taquari desde a infância, Tiago Paloski é analista de desempenho da categoria Sub-20 do Avaí faz três meses

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De olho na estatística do futebol
Mesmo que trabalhe no Sub-20, analista de desempenho lida também com o time profissional da equipe catarinense, 16ª colocada no Brasileirão. Crédito: Arquivo Pessoal
Vale do Taquari
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Não é à toa que o Brasil é conhecido como o país do futebol. Toda criança que dá os primeiros chutes na bola sonha em ser jogador. Com o mercado muito competitivo, poucos conseguem chegar na categoria profissional, e alguns migram para outras áreas. Esse é o caso de Tiago Paloski, que desde maio trabalha como analista de desempenho da categoria Sub-20 do Avaí, em Santa Catarina.

No clube de Florianópolis, o profissional respira futebol. Ao longo da semana é responsável por analisar o desempenho dos atletas nos treinamentos. Todas as atividades são filmadas e repassadas para os jogadores que enxergam o que está sendo feito certo e quais pontos devem ser corrigidos.

Paloski trabalha faz três meses na equipe Sub-20 do Avaí. Crédito: Divulgação

Além disso, em semanas de jogo observa de três a quatro jogos dos adversários, após isso senta com a comissão técnica e apresenta os pontos fortes e fracos.

Em cima disso são traçadas estratégias. “Acredito que nosso trabalho auxilia muito os atletas, pois procuramos facilitar as tomadas de decisões que eles vão ter ao longo do jogo”, comenta o analista.

Apesar de ser do Sub-20, o trabalho de Paloski está tendo reflexo no profissional. No Avaí, a categoria inferior segue o que é desempenhado entre os atletas principais. “Tentamos fazer com que eles entendam o estilo de jogo do Avaí, e assim quando subirem de categoria não terão dificuldades”, analisa.

Estrutura

Depois de girar o interior, Paloski tem a primeira oportunidade em uma grande equipe do Brasil. Destaca que a estrutura de trabalho é muito boa e que vive em um constante aprendizado, pois ocorrem trocas de experiências entre as categorias adultas e de base do clube. “É um crescimento pessoal e profissional diário.”

Passado e futuro

Paloski destaca que o único ponto negativo de seguir no futebol é estar longe da família e amigos. Cita que por muitas vezes fica até um ano sem ver algumas pessoas. “É uma dificuldade que temos que superar, principalmente se quisermos seguir carreira no esporte.”

Destaca que nos últimos anos vem em um processo de crescimento profissional, com cursos na CBF e trocas de clube. “Tudo está dando certo em minha vida e graças ao meu trabalho estou conseguindo crescer na carreira”, considera.

Sobre o futuro, Paloski pretende se manter em um clube de Série A. “Quero disputar uma competição continental e, quem sabe, no futuro, chegar em uma Seleção Brasileira, seria o ápice pra mim”, vislumbra o analista.

Saiba mais

Tiago Guilherme Paloski, 25, nasceu em Frederico Westphalen mas ainda na infância se mudou ao Vale do Taquari. Na região deu os primeiros chutes na bola em Roca Sales, Teutônia, Encantado e Lajeado.

Com o sonho de ser jogador de futebol frustrado, Paloski se especializou na análise de desempenho e hoje trabalha na comissão técnica da categoria Sub-20 do Avaí, de Santa Catarina.

Após passar por clubes como Lajeadense, União Frederiquense, Passo Fundo e Hercílio Luz, o profissional trabalha faz três meses em Santa Catarina.

 

 

 

 

 


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