Câmara aprova em 2º turno texto-base da PEC dos Benefícios Sociais

Economia

Câmara aprova em 2º turno texto-base da PEC dos Benefícios Sociais

Texto prevê um aumento de R$ 200 no Auxílio Brasil até dezembro, além de ajuda financeira aos caminhoneiros e vale-gás

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Atualizado quarta-feira,
13 de Julho de 2022 às 20:55

Câmara aprova em 2º turno texto-base da PEC dos Benefícios Sociais
Crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado/Divulgação
Brasil
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A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira, 13, em segundo turno, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que cria um estado de emergência para ampliar o pagamento de benefícios sociais até o fim do ano.  Entre eles, o que prevê a retirada da expressão “estado de emergência”.

No início da tarde desta quarta-feira, os parlamentares concluíram a votação da proposta em primeiro turno. A PEC dos Benefícios Sociais gera R$ 41,2 bilhões em despesas excepcionais, ou seja, fora do teto de gastos, divididos entre benefícios sociais. As medidas valem de 1° de agosto até 31 de dezembro de 2022.

O texto prevê um aumento de R$ 200 no Auxílio Brasil até dezembro. A PEC também propõe, até o fim do ano, um auxílio de R$ 1 mil para caminhoneiros, vale-gás de cozinha e reforço ao programa Alimenta Brasil, além de parcelas de R$ 200 para taxistas, financiamento da gratuidade no transporte coletivo de idosos e compensações para os estados que reduzirem a carga tributária dos biocombustíveis.

Estado de emergência

Para tanto, a PEC estabelece um estado de emergência “decorrente da elevação extraordinária e imprevisível dos preços do petróleo, combustíveis e seus derivados e dos impactos sociais deles decorrentes”.

Na prática, é como se o governo declarasse que o país vive um momento excepcional, como ocorreu durante a pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Segundo a legislação, não pode haver concessão de novos benefícios ou distribuição de valores em ano eleitoral, a não ser em casos excepcionais, como o estado de emergência.

Por isso, há um dispositivo na PEC que prevê a decretação de estado de emergência no país até 31 de dezembro, justificado pela elevação “extraordinária e imprevisível” dos preços do petróleo, combustíveis e seus impactos sociais.

 


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