Plano prevê R$ 90 milhões para melhorias na rede de esgoto

SANEAMENTO

Plano prevê R$ 90 milhões para melhorias na rede de esgoto

Medidas para adequação do município ao Novo Marco Legal do Saneamento foram levadas a população em audiência pública

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Plano prevê R$ 90 milhões para melhorias na rede de esgoto
Próxima etapa na implementação do plano será o prognóstico de ações a serem feitas pelo município. Crédito: Divulgação
Teutônia
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

A Qualidade no abastecimento de água, mas desafios para tratar esgoto e resíduos. O diagnóstico apresentado pelo governo nessa quinta-feira, 7, para o Plano Municipal de Saneamento Básico listou os pontos positivos e negativos por meio da análise feita em parceria com a empresa Lógica Assessoria Ambiental.

A revisão levada à comunidade em audiência pública cumpre mais uma das etapas anteriores ao prognóstico que determina as ações a serem implementadas pelo município em curto, médio e longo prazo. O objetivo é adequar Teutônia ao Novo Marco Legal do Saneamento, que deve garantir água potável para 99% da população e acesso à coleta e tratamento de esgoto a 90% dos habitantes até 2033.

Um dos principais pontos debatidos foi o abastecimento de água, tema de polêmica durante a semana. E foi descartada a possibilidade de terceirizar o serviço. “O município entende que a forma atual de abastecimento atende bem à população de Teutônia. Os sistemas estão postos, temos modelos excelentes no interior. Outros precisam de adequação, mas todos oferecem água de qualidade. Não se fala em privatização”, destacou Simone Schneider, diretora técnica da Lógica.

Os pontos negativos na distribuição de água foram identificados nos poços de propriedade do município e das associações de água do interior. Boa parte deles demandam adequações e outorga – que é o direito de tirar água dos mananciais. Três localidades não possuem sistema de tratamento em seus poços: Linha Gamela, Boa Vista Fundos e Boa Vista Meio.

Por outro lado, o setor de vigilância sanitária recolheu 65 amostras dos três sistemas existentes e identificou quatro resultados fora do padrão de potabilidade, por cloro residual. Para Simone, a avaliação geral é positiva. “A realidade de Teutônia é diferente de muitos outros municípios onde passei. Tem muitas coisas boas que podem servir de exemplo”, afirma.

R$ 90 milhões para tratar esgoto

Sobre o esgotamento sanitário, a Associação Pró-Desenvolvimento de Languiru (APDL) lidera o projeto para implementar uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), para atender a toda área urbana. De acordo com o Censo de 2010, 80,4% das residências possuem fossa séptica instalada e 1,8% do esgoto é dispensado na canalização da rede pluvial.

O estudo identificou algumas áreas críticas, com ocupações irregulares e pontos contaminados por esgoto sanitário. Para a resolução dos problemas de estrutura, o investimento previsto é de R$ 90 milhões. Serão implantados 199 quilômetros de rede coletora e construídas as estações elevatória e de tratamento. A área para instalação já foi definida, adquirida pelo município e cedida para a APDL.

Coleta de lixo deficitária

O custo para destinação dos resíduos sólidos recebeu apontamentos no estudo. O município destina R$ 2 milhões para coleta e envio para o aterro sanitário e as receitas arrecadadas não cobrem os custos. As taxas do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) tem cerca de 20% de inadimplência, condição para a qual foram sugeridas melhorias.

Por morador, são gerados em média 14 quilos de lixo por mês, com um considerado alto percentual de reciclagem, de 41,3%. No entanto, condições como a falta de conscientização da população e até de órgãos públicos foram citados como pontos a evoluir.


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