Para governador, redução abrupta do ICMS compromete serviços públicos

REUNIÃO-ALMOÇO NA CACIS

Para governador, redução abrupta do ICMS compromete serviços públicos

Palestra ocorreu nesta sexta-feira (8), no Estrela Palace Hotel

Por

Atualizado sexta-feira,
08 de Julho de 2022 às 21:24

Para governador, redução abrupta do ICMS compromete serviços públicos
Governador Ranolfo palestra em reunião-almoço (Foto: Marcelo Grisa)
Estrela
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

O governador do RS, Ranolfo Vieira Júnior, afirmou que a redução do ICMS de combustíveis ocorreu de forma abrupta. O chefe do Executivo estadual palestrou em reunião-almoço da Cacis nesta sexta-feira (8), no Estrela Palace Hotel.

LEIA MAIS: Em visita à Dália Alimentos, governador recebe reivindicações

Segundo Ranolfo, não houve diálogo com os estados na ação do Congresso para diminuir o valor da gasolina e do diesel. “É algo que pode prejudicar todo o trabalho que temos feito, desde 2019, para melhorar a situação fiscal no Rio Grande do Sul”, apontou. Para ele, a fixação da alíquota em 17% irá prejudicar a entrega dos serviços públicos no RS.

Ranolfo ainda defendeu o Regime de Recuperação Fiscal do governo estadual. “Dizem que amarraram o estado pelos próximos 30 anos. Primeiro que a cada dois anos ele precisa ser revisto. O governo também pode decidir pela saída desse plano a qualquer momento”, explicou.

Concessão das rodovias

O governador, quando questionado, disse que o ideal não seria ter a concessão das rodovias estaduais. “Em países mais desenvolvidos, tudo isso é pago pelo estado e, claro, pedagiado. Porém, até pouco tempo atrás, o governo do Rio Grande do Sul não tinha a capacidade de investir nisso. A solução foi a concessão”, admitiu.

A concessão das rodovias estaduais foi dividida em três blocos. O Bloco 2, que inclui o Vale do Taquari,  terá resultado para a licitação até o dia 1º de setembro.

Ranolfo lembrou que já esteve diversas vezes na região parar tratar do tema. “Estamos conversando com prefeituras impactadas. Deixar para depois pode significar um atraso de mais dez anos”, argumentou.


Acompanhe nossas redes sociais: WhatsAppInstagram / Facebook