Os selos da educação!

Opinião

Jonas Ruckert

Jonas Ruckert

Diretor do Colégio Teutônia

Assuntos e temas do cotidiano

Os selos da educação!

Por

Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Se foi o tempo em que era rotineiro o envio de documentos, cartas e tantos objetos mais, despachados via Correios. Substituídos pela eficiência das tecnologias, seguem, no entanto, necessários, por forma de exigências legais, o despacho físico de contratos, documentos e outros em situações pontuais. Sempre que isso se dá via Correios, estão lá os selos afixados junto ao envólucro do destinatário. Selo, segundo dicionário on-line, “é pequeno sinal que se põe ou se apõe às coisas para assinalá-las, identificá-las ou torná-las invioláveis. Espécie de carimbo”.

As minhas reflexões no campo da educação seguem inquietas. Essa condição comumente é efervescida nas escutas de pessoas referenciadas. Quando acontecem, revolvem conceitos, trazem para a luz, ao centro de todo processo educacional, o estudante, razão dos fazeres educacionais. Não é de hoje que a sociedade deposita nos “selos da educação” expectativas para além do ensino de conteúdos.

As metodologias evoluíram, as ferramentas estão modernizadas, a oferta e o acesso aos conteúdos nunca foi tão diversificado. Igualmente, ao longo do processo educacional, importantes “selos” foram atribuídos à escola e seguem reconhecidos. São as marcas, carimbos da educação nas áreas da socialização, na formação de valores, no desenvolvimento dos aspectos da cultura e no reconhecimento de ritos que estão presentes na crença da formação integral da criança e do jovem.

Evidencio algumas angústias. Entendendo estar o aluno na centralidade de todo o processo educacional e o professor como mediador desse processo, a partir de uma perspectiva de Paulo Freire, não nos cabe conceber a escola como espaço em que a polarização político-partidária e a defesa de ideologias, de todas as naturezas e das mais diferentes ordens, estejam presentes.

Constatadas as enormes lacunas de aprendizagens, acentuadas pela pandemia, torna-se inaceitável que face à vulnerabilidade e ingenuidade e de tudo que é característico em uma criança ou jovem em processo formativo, abramos a possibilidade para qualquer tipo de alienação. Esse não é o papel da escola e nem o compromisso do educador. Os selos da educação estão aqui anunciados. À sociedade cabe vigilância e atenção.


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