Acordo visa destravar projeto de hidrelétrica

Meio Ambiente

Acordo visa destravar projeto de hidrelétrica

Disputa judicial entre empresas termina após mais de 30 anos. Fim do processo viabiliza o avanço das tratativas para instalação de central hidrelétrica na Barragem Eclusa.

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Acordo visa destravar projeto de hidrelétrica
Projeto busca aproveitar estrutura da eclusa de Bom Retiro do Sul e potencial do Rio Taquari para gerar energia
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Antigo projeto para geração de energia no Vale do Taquari pode avançar nos próximos meses. Após o fim da disputa judicial entre duas empresas sobre a implantação de uma pequena central hidrelétrica na barragem em Bom Retiro do Sul, novas iniciativas do setor elétrico e de navegação são avaliadas.

Reunião entre diretores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e do Ministério de Minas e Energia está prevista para fevereiro. A interlocução é do senador Luis Carlos Heinze (PP/RS).

A ideia é que a iniciativa privada possa desenvolver projetos para geração de energia e promover investimentos na eclusa a fim de melhorar a navegação no Rio Taquari. A proposta do senador também se estende a outras três unidades no Rio Jacuí.

Segundo Heinze, há uma empresa do Paraná interessada em investir no setor através de financiamento junto a cooperativa de crédito com sede em Santa Catarina.

Ainda conforme o senador, o fim da disputa judicial sobre a eclusa de Bom Retiro do Sul, torna viável o avanço das tratativas. “Por parte do governo não há impedimentos. O propósito é facilitar e destravar importantes projetos de desenvolvimento”, pontua Heinze.

Um estudo elaborado há três anos pelo Dnit, apontava a necessidade de R$ 1 bilhão para a recuperação e manutenção das quatro eclusas sob administração do órgão. No ano passado, foram concluídas melhorias no complexo onde foi ampliado para 120 metros o comprimento da câmara da eclusa, 17 metros de largura, o que permite a passagem de embarcações com até 2,5 metros de calado.

Disputa judicial

O empresário Leonel Pretto é um dos investidores interessados no potencial da eclusa. Por mais de 30 anos travou disputa judicial com concorrente do setor. Agora, um acordo entre as companhias une forças para desenvolver um novo projeto.

“Não podemos mais perder tempo. Nosso acordo trata de uma união de marcas para criar outra empresa ainda mais forte e disputar uma nova concorrência pública”, comenta o empresário. Sem dar detalhes das intenções, Pretto aguarda os avanços por parte do governo para poder disputar o direito de exploração do serviço elétrico.


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