Planejamento Estratégico (não linear)

Opinião

Albano Mayer

Albano Mayer

Consultor executivo e articulador do Pro_Move Lajeado

Assuntos e temas do cotidiano

Planejamento Estratégico (não linear)

Por

Lajeado

Tenho percebido um movimento de simplificação das decisões e ações estratégicas, o que claramente implica em resultados organizacionais pífios.

A realidade evolutiva do mercado exponencial deve romper o nosso paradigma linear do pensamento estratégico. A cultura organizacional tem uma tendências de autopreservação, o que resulta na continuidade do pensamento linear, refutando novas oportunidades, inovações, decisões que poderiam romper um ciclo de conforto e segurança organizacional.

A sábia frase do renomado autor Peter Drucker, “A Cultura come a estratégia no café da manhã”, nos traz uma reflexão direta sobre o nosso comportamento, por que é tão complexo aplicarmos e praticarmos boas estratégias?

É fato, temos a intenção de mudarmos, mas somos engolidos diariamente pelo nosso processo, problemas técnicos, contas a pagar, decisões a serem tomadas, entre tantas atividades operacionais, com isso dedicamos pouco tempo para as reflexões e aprendizados relacionados ao nosso mercado, cliente e principalmente estratégia.

Modelos novos de gestão e negócios surgem periodicamente, mas qual o mais adequado à minha realidade? Como transformar a minha organização e vivenciar a boa prática da estratégia? Estas perguntas a maioria dos gestores fazem periodicamente.

Sempre acreditei que parte das respostas passavam por ajustar os modelos às nossas realidades, encontrar aquele que mais se alinha à cultura da nossa organização. Neste momento, de pensamento não linear, estou revendo meu “mindset”, e já tenho me deparado com excelentes resultados, aplicando modelos mais disruptivos que nos trazem além de uma reflexão estratégica um novo posicionamento de mercado mais amplo e não linear.

Analisando alguns “cases” de sucesso como Amazon, Magalu, Via Varejo, Renner, Mercado Livre, Start-se, Alibaba, Ifood, entre outros tantos, devemos expandir o nosso modelo de pensamento linear, discutir o mercado amplo te atuação e com isso estabelecermos mais claramente a verdadeira estratégia a ser aplicada.

A estratégia por vezes é dolorida, pois dela decorrem as decisões que resultarão na manutenção da organização, dos empregos, do ecossistema e dos negócios.

A gestão é uma ciência dinâmica, que fica estacionada nas nossas organizações por força da sua cultura, cabe a nós gestores tirarmos esta inércia.

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