“Na noite de lançamento, tocaram o hino e nós saímos dançando em comemoração”

Abre Aspas

“Na noite de lançamento, tocaram o hino e nós saímos dançando em comemoração”

Torcedora desde criança, Marisa Martins Hädrich foi convidada para escrever o hino do Lajeadense em 1981. Na época, a música foi lançada em homenagem aos 70 anos do clube e, 30 anos depois, foi relançada para o centésimo aniversário. Ainda hoje, ela acompanha o time e desja vê-lo de volta a elite do futebol gaúcho.

“Na noite de lançamento, tocaram o hino e nós saímos dançando em comemoração”
Lajeado

Como era a relação com o futebol, com o Lajeadense?

Assistia desde criança. Eu era tão torcedora que assistia aos jogos agarrada ao alambrado para poder gritar o nome dos jogadores. Até xingava o juiz. Quando nós ganhávamos era uma festa. Descíamos a Júlio de Castilho cantando. Não o hino do Lajeadense, mas canções de alegria pela vitória. Quando perdíamos, voltávamos triste pra casa.

Como começou essa paixão pelo Lajeadense?

Foi uma coisa de criança. Nós íamos em grupos às matinês, quando existia o Cine Avenida, e sabíamos que ia ter jogo. Começamos a ir ao campo, minhas amigas e eu, e me apaixonei. Desde lá gosto muito de futebol. Então, quando tinha jogos aos domingos, saíamos da matinê, do cinema, para ir assistir ao Lajeadense. Na época, ele tinha um grande rival em Lajeado, que era o Esporte Clube São José. Eram grandes embates que assistimos aos domingos.

Como surgiu o convite para escrever o hino do Lajeadense?

Foi em 1981. Roque Lopes era o presidente. Fui convidada para escrever o hino para os 70 anos do clube. Quando o Lajeadense completou 100 anos, a música foi adaptada para, ao invés de 70, “100 anos de glória”. Solon Cardoso musicou o hino, mas não estava presente na noite do aniversário e a música foi cantada por Cristiane Pretto.

Quanto tempo levou para escrever o hino?

Eu escrevi em uma tarde. Fiquei tão emocionada de ter sido convidada pelo Seu Roque, que escrevi rápido, com gosto. Eu sentei, a emoção veio e ele surgiu dessa emoção de amar um clube. “O bravo leão do vale, derrubador de campeões” é um dos versos que mais gosto. São símbolos que eu gosto, que podem orgulhar a todas as gerações. Agora nós estamos caminhando, como diz no hino, passo a passo para chegarmos lá.

Como foi quando escutou o hino musicado pela primeira vez? Qual foi o sentimento?

Foi uma grande emoção, uma grande festa no Caixeiral. Todos nós recebemos uma camiseta do alviazul das autoridades. Essa camisa muitos daquela época devem ter ainda. O salão estava cheio. Tocaram o hino e nós saímos dançando para festejar os 70 anos de glória do Esportivo Lajeadense.

Agora, com a possibilidade de retorno do Lajeadense à elite do futebol gaúcho, que recado você pode deixar aos torcedores?

Eu deixo o meu grande respeito a todos os jogadores pela garra que estão demonstrando, e que lembrem sempre do nosso hino que diz que: “por tuas grandes vitórias, pro teu povo és imortal, então vamos para mais um caminho, vamos vencer essa, porque pro teu povo Lajeadense será sempre imortal.” Vamos estar sempre torcendo assim com fé e com garra por essa grande equipe, pela direção, por todos.

Acompanhe
nossas
redes sociais