Às vésperas de completar 66 anos, Languiru projeta faturamento de R$ 2.3 bilhões para 2021

Entrevista

Às vésperas de completar 66 anos, Languiru projeta faturamento de R$ 2.3 bilhões para 2021

Programa Frente e Verso, da Rádio A Hora 102.9, acontece direto da sede da cooperativa, em Teutônia. Confira

Às vésperas de completar 66 anos, Languiru projeta faturamento de R$ 2.3 bilhões para 2021
Teutônia

No próximo sábado (13), a Cooperativa Languiru celebra 66 anos. E esta semana especial tem como principal marca a expectativa de faturamento recorde para 2021: R$ 2.3 bilhões. Por isso, o programa Frente e Verso, da Rádio A Hora 102.9, na manhã desta terça-feira (09), aconteceu direto da sede da cooperativa, em Teutônia.

Segundo Dirceu Bayer, presidente da Languiru, estes dias são importantes para mostrar o tamanho da cooperativa à comunidade. E há muito o que mostrar. Hoje, são mais de 3.500 colaboradores empregados, seis mil associados, 45 unidades de negócio e 20 mil pontos de venda. 

“A Languiru é a terceira maior do Rio Grande do Sul. Somos uma pequena grande cooperativa, pela questão do tamanho das propriedades, que não passam de dez hectares”, explica.

Além disso, a cooperativa se prepara para iniciar o braço na bovinocultura, com a aquisição de um frigorífico na cidade. Este é um investimento importante, segundo Bayer, porque se posiciona de forma diferente. Enquanto os dois exigem um capital de giro muito grande a bovinocultura, não é necessário.

“É mais uma oportunidade e opção ao produtor. Estamos começando um segmento que tem disponibilidade de cortes de qualidade que os próprios produtores da região vão poder disponibilizar. A cooperativa vai garantir produção e remuneração”, avalia.

Com este acréscimo e o desenho já estabelecido par a queijaria, serão seis indústrias de transformação. Além disso, 30% do faturamento vem de outros braços, como supermercados e Agro Center Máquinas, que recebeu investimento de R$ 2,2 milhões e coloca à disposição de todo o estado tecnologias de ponta.

Contudo, apesar dos números impressionantes, os efeitos da pandemia foram sentidos durante o ano de 2021, principalmente no primeiro semestre. As indústrias sofreram com os altos custos, já que o milho e a soja estão com preço alto e os consumidores estão com dificuldade para comprar. Além disso, está acontecendo uma desindustrialização e incorporação de cooperativas por outras maiores, inclusive de carnes.

“Enquanto se fala que o setor do agronegócio está muito bom, que é o pilar da economia, que está exportando, ninguém se refere ao setor que transforma. As coisas estão boas para quem produz milho e soja, mas quem compra esses insumos não está num bom momento. O faturamento é alto, mas o resultado ainda é nebuloso”, conclui Bayer.

O programa ainda abordou novidades, o impacto da cooperativa para os produtores locais e a relevância da Languiru para Teutônia e Vale do Taquari. Confira a entrevista completa:

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