Plano longe de consenso

Editorial

Plano longe de consenso

Plano longe de consenso
Vale do Taquari
OdontoCompany Estrela - Lateral vertical - Final vertical

Diante da complexidade do tema e da falta de respaldo por parte das representações regionais do Rio Grande do Sul, o governo do estado esbarra em dificuldades para fazer avançar o tão anunciado Plano de Concessão de Rodovias.

Conforme o cronograma inicial, o prazo para devolução das análises técnicas a partir das demandas das regiões estava previsto para fim de agosto. Contudo, a etapa não foi cumprida e aumenta as dúvidas sobre como será o modelo de pedágio a perdurar pelos próximos 30 anos na malha viária gaúcha. Ao que tudo indica, a perspectiva de leilão em dezembro não é mais uma certeza.

Sem previsão para concluir esta fase, líderes locais cobram agilidade do Piratini e reiteram as posições já manifestadas. Desde que o Estado anunciou a estratégia de repassar à iniciativa privada mais de 1,1 mil quilômetros, o Vale do Taquari está mobilizado para elencar as prioridades regionais e sensibilizar o Piratini sobre as demandas locais.

A perspectiva de consolidação do formato em dezembro, com implantação do novo sistema já no início de 2022, parece açodado e dificulta a participação social para a elaboração do modelo. Há pontos de divergência relevantes a serem considerados pelo Piratini.

Entre os impasses, destaque para a resistência quanto à forma de escolha da empresa concessionária. A tarifa e outorga (pagamento antecipado da empresa vencedora do leilão ao Estado) é ponto de embate. Pelos argumentos do governo, se trata do modelo usado nas rodovias federais, como uma forma de garantir homogeneidade nas tarifas.

No que se refere ao local das praças, além das posições de representantes das comunidades de Encantado e Cruzeiro do Sul, que rechaçam a continuidade do ponto de cobrança, está no pano de fundo o formato de cobrança.

O imbróglio não é fácil de ser resolvido. Que as estradas precisam ser concedidas, há um grande consenso. No entanto, as condições da concessão que vai vigorar pelas próximas três décadas não podem ser verticalizadas, nem definidas em tão pouco tempo.