“Foram anos de preparação para este momento”

Abre aspas

“Foram anos de preparação para este momento”

A taquariense Maria Eduarda Lima Souza, 18, foi escolhida 1ª prenda juvenil do Rio Grande do Sul no sábado passado. A conquista é inédita para Taquari. Representante do CTG Pelego Branco e a 15ª Região Tradicionalista, ela tem uma paixão que vem de berço pela cultura gaúcha

Por

“Foram anos de preparação para este momento”
Vale do Taquari
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Como surgiu a tua paixão pelo tradicionalismo e a cultura gaúcha?
A motivação para entrar no tradicionalismo vem de berço. Minha família sempre fez parte do CTG Pelego Branco, então desde muito nova participo das atividades promovidas e, consequentemente, a paixão pela cultura e história do Rio Grande do Sul foi se desenvolvendo.

Quando passou a participar de concursos?
Sempre representei o CTG Pelego Branco. Nas categorias por indicação, em 2004, fui escolhida como Prendinha Dente de Leite e, em 2008, Bonequinha. Em 2016, passei a participar dos concursos culturais. Fui pela primeira vez 1ª Prenda Juvenil do CTG em 2016/2017 e 1ª Prenda Juvenil da 15ª Região Tradicionalista 2017/2018. Nessa oportunidade, não conquistei título na fase estadual. Mas decidi retornar aos concursos em 2018.

No sábado, você foi escolhida prenda juvenil do RS. Como foi o processo de escolha?
Foram mais de cinco anos de caminhada na área cultural até a conquista do título inédito para Taquari e o CTG Pelego Branco. Esse ano, em função da pandemia, o concurso ocorreu de forma especial. A fase estadual da Ciranda de Prendas foi composta pelo relatório de atividades, pesquisa da mostra folclórica, redação e a prova escrita com 50 questões sobre história, geografia, tradição, tradicionalismo e folclore do Rio Grande do Sul. Desde que conquistei o título regional venho me preparando para a ocasião. Afinal, para a prova escrita a bibliografia extensa, então precisei ler todos os livros, fazer resumos e compreender todo o contexto dos conteúdos exigidos.

Qual a sensação de conquistar um título inédito para Taquari e representar a região?
É um sentimento indescritível. É a primeira vez na história dos concursos culturais que o município de Taquari estará representado na gestão de prendas e peões estaduais. A sensação é de dever cumprido e de representatividade. Foram muitos anos de preparação para que este momento chegasse. Ainda, considero válido reconhecer todo esforço desempenhado por representantes da região na luta pela preservação do tradicionalismo, indiferente de títulos alcançados. Hoje, espero bem representar toda a juventude enquanto Prenda do Rio Grande do Sul.

A partir de agora, como será sua rotina como prenda juvenil do RS?
De muita disciplina para conciliar os compromissos do prendado com a nossa vida pessoal e social, incluindo trabalho, estudo e lazer. A agenda está cheia de atividades, mas vamos ajustando para conseguirmos desempenhar nosso papel da melhor forma possível. Será uma gestão mais curta que o habitual, por isso é importante valorizarmos cada momento para curtir esse caminho e essa oportunidade incrível.