Alento no hospital

Editorial

Alento no hospital

Alento no hospital
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

A extinção da UTI do Hospital Bruno Born (HBB) representou uma perda significativa à qualidade do atendimento em saúde de toda a região. Uma estrutura construída pelo esforço coletivo há três décadas e que, no fim de junho, precisou encerrar os serviços por força de lei.

Devido a uma normativa do Ministério da Saúde, as UTIs mistas (neonatal e pediátrica), precisavam ser reestruturadas, pelo risco de infecções cruzada. Assim que foi oficializado o fechamento, uma nova força-tarefa local, com participação de autoridades públicas, profissionais de saúde e direção do HBB buscou uma solução para não deixar a população do Vale do Taquari desassistida.

O cenário no fim de julho era de pessimismo, pois caso pacientes crianças, dos 28 dias até os 13 anos, precisassem de um leito intensivo, precisariam ingressar na espera da central de regulação do Estado. A vaga mais próxima era Santa Cruz do Sul, no momento também em trâmite para fechar a unidade.

O Vale do Taquari dependeria de uma unidade que ainda nem existia, teria como referência o Hospital São Sebastião Mártir, de Venâncio Aires. Frente ao quadro de insuficiência no atendimento, os próximos passos na estratégia regional evidenciaram o poder de mobilização das forças locais, tanto institucionais quanto comunitárias.

Do cadastramento dos projetos no Ministério da Saúde até a busca por recursos, foram cerca de dois meses. Neste tempo, foi possível desenvolver os projetos para compra de equipamentos e adaptação da estrutura física.

Mesmo sem resposta do governo federal quanto à liberação de recursos, houve também um papel destacável do Executivo gaúcho. Um entendimento do quanto é necessário manter e ampliar as estruturas de atendimento na saúde, setor primordial dentro das obrigações e prioridades do serviço público.

O retrocesso do fechamento da UTI está em vias de ser corrigido. Os projetos para a nova unidade estão prontos, aprovados pela vigilância do Estado, inclusive com ampliação no número de leitos. Dez no total, destes oito para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Essa confirmação do custeio por parte do governo gaúcho, na ordem de R$ 3,3 milhões, também corrobora a ideia e organização pensada pelo Vale para ser um centro de referência em saúde, com formação de profissionais e atendimento diverso à população.