Se perder, perdeu!

Opinião

Rodrigo Martini

Rodrigo Martini

Jornalista

Coluna aborda os bastidores da política regional e discussão de temas polêmicos

Se perder, perdeu!

Por

Vale do Taquari
Gustavo Adolfo 2 - Lateral vertical - Final vertical

O direito à manifestação é garantido a todos que respeitam os direitos coletivos. E o protesto popular agendado para hoje, dia 7 de Setembro, tem legitimidade. Apoiadores e simpatizantes do governo de Jair Bolsonaro prometem ir às ruas para reforçar o suporte ao questionado presidente da República, que é intensamente criticado, refutado e contestado por uma boa parcela da mídia nacional, e que vive em rota de colisão com adversários políticos e ministros do TSE e do STF. O direito à manifestação é indiscutível, reforço. Mas, e acima de tudo, é preciso maturidade.
A manifestação ocorre em um momento de extrema tensão entre poderes e instituições. Em diversos cantos e lados, a impressão é de que a corda está esticada no limite, e faltaria apenas o estopim para a declaração de guerra. Em outros pagos, a impressão é de muita fumaça para pouco fogo. Ou seja, muito barulho por nada, e vida que segue normalmente a partir de quarta-feira. Fato é que a tensão vem tomando conta do país e os reflexos são imediatos em diversos setores da política e da economia nacional. E o clima de incerteza e insegurança atrapalha a todos, é claro.
Torço, desde já, por uma quarta-feira tranquila e serena após a terça-feira de manifestações e possíveis conflitos. Afinal, independente das pressões das ruas, de um lado ou de outro, tudo precisa se resolver em outubro de 2022. É lá que o povo vai decidir sobre os próximos quatro anos, de forma madura e democrática. E sem choro. Ao fim da contagem dos votos, quem perder, perdeu. E vida que segue!

Há 11 anos, promessa de túnel

Em junho de 2010, um grupo de políticos e líderes regionais de Estrela (foto) foi até a sede do Dnit no RS para solicitar túneis na BR-386, interligando os bairros Boa União e dos Estados, mais precisamente as ruas João Lino Braun e Cel. Britto. O custo previsto era de R$ 2,8 milhões para uma extensão de até 60 metros. A notícia divulgada pela assessoria de imprensa do governo estrelense, à época, foi essa: “O Dnit aprovou esta semana, na Superintendência Regional do Dnit no Estado do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, a liberação para a construção de dois túneis sob a BR-386″. Pois bem. Nada saiu do papel e os problemas persistem naquele trecho.

“Gourmetizar”

O ex-gestor do Sky Glass Canela, um investimento de R$ 30 milhões junto ao antigo Parque da Ferradura, na Serra Gaúcha, concedeu entrevista ao programa Frente e Verso e demonstrou profundo conhecimento sobre as demandas do Vale do Taquari. O turismólogo Fabrício de Medeiros será o gestor do Cristo Protetor para as próximas etapas do novo e principal atrativo turístico da região. Além de citar a aproximação com grandes players do mercado da hotelaria, principalmente, Medeiros observou para detalhes da nossa rede gastronômica. Segundo ele, é possível fazer muito mais com o que já está consolidado. “É preciso ‘gourmetizar’”, atesta.

É do Estado!

Na edição passada, eu me passei na manchete sobre a fala do vereador José Elton Lorscheiter (PP). “A maior árvore de Natal do mundo”, escrevi. A bem da verdade, e isso constou no texto do tópico, ele sugere a “a maior árvore de Natal do Estado” no Parque Pérola do Vale, em Arroio do Meio.

Comércio aos domingos

Em Lajeado, alguns vereadores já anunciaram o voto referente ao projeto de lei que permite a abertura do comércio (com funcionários) aos domingos. Alguns, inclusive, já sentiram a emoção do aplauso popular ao mencionarem, em público, tal decisão. Enfim, e como já era de se esperar, teremos muitos votos já balizados pelo pleito de 2024. E isso faz parte da tal democracia, claro.

Penduricalho

O auxílio-saúde para magistrados e servidores do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul foi regulamento na semana passada. Autorizado em março deste ano, o mais novo benefício aos agentes do judiciário gaúcho será de até 7% do subsídio dos juízes e desembargadores, por exemplo, e vale para servidores ativos e inativos. Ou seja, um funcionário público com salário de R$ 30,4 mil poderá contratar um plano de saúde de até R$ 2,1 mil. O valor vale para atendimento médico, hospitalar, psicológico e odontológico. E a conta é nossa, claro!