Casa de vô e vó

Opinião

Bibiana Faleiro

Bibiana Faleiro

Jornalista

Casa de vô e vó

Por

Atualizado segunda-feira,
26 de Julho de 2021 às 14:45

Vale do Taquari
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As cantigas infantis falam de todas as coisas que vivemos na infância. Elas lembram as noites quentes de verão sentadas na varanda da casa dos meus avós. Era lá que a criançada se reunia e onde a família enchia a mesa para o almoço de domingo.

Na casa de vô e vó não há tristeza nem dias ruins. Ela é colorida, e se transforma em uma terra mágica com jogos de tabuleiro, pipoca e as bolachas preferidas dos netos. Mesmo que eles não gostem de amendoim, se for o doce preferido das crianças, os avós vão servir na hora do lanche e comer com gosto, só para ver os pequenos fazerem o mesmo.

O vô e a vó não precisam educar com seriedade ou pedir pro neto estudar, eles ensinam com histórias, cuidado e atenção. Afinal, já foram pais um dia, e viram alguém fazer o mesmo pelos seus filhos.

Eles são anjos da guarda. Muitos aqui na terra, outros lá no céu. São amigos daqueles que a gente quer ver sempre bem. E, quando a gente não aparece pra visitar, eles tratam de ligar. Sem cobranças, apenas para dizer que estão pensando em nós.

Os avós são nosso pais, mais experientes e doces como mel. Ou açúcar, vai depender da cobertura preferida dos netos. Eles gostam de preparar uma grande mesa para nos esperar para o chá e perguntam do trabalho, da faculdade, da vida.

Eles gostam de passar horas na nossa companhia, mas se tivermos 15 minutos para bater na casa deles e conversar da varanda, eles já ficam felizes.

Vô e vó não ligam se estivermos com dúvidas sobre o futuro, inseguros com a vida. Eles vão abrir aquele velho armário de jogos e escolher um deles para nos fazer lembrar da nossa infância.

Mesmo que às vezes a gente acha que não tem tempo, o tempo para eles, corre em outra intensidade. Eles viram nossos pais, ainda crianças, crescerem e saírem de casa. Depois, passam tudo isso de novo com os netos. Mas não importa a distância, o vô e a vó vão sempre esperar uma visita.

Eles não querem muito, mas querem muito do que nós podemos oferecer. Não importa o quanto crescemos, seremos sempre crianças no coração dos nossos avós. Talvez a gente esqueça de agradecer de vez em quando. Mas eles sabem como somos gratos pela vida deles.

Por isso, o Dia dos Avós, 26 de julho, não é mais uma data comercial. É um dia para agradecer e lembrar que na casa de vô e vó, a porta da frente fica sempre aberta para quando um neto quiser voltar.

Boa leitura!