Da origem à bancarrota

opinião

Rodrigo Martini

Rodrigo Martini

Jornalista

Coluna aborda os bastidores da política regional e discussão de temas polêmicos

Da origem à bancarrota

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Lajeado
Tudo na Hora 2 - Lateral vertical - Final vertical

O curso de formação em Letras é o pioneiro na história da nossa Universidade do Vale do Taquari (Univates). Lá se vão 52 anos com milhares e milhares de aulas ministradas e com centenas de novos professores formados. Entretanto, a realidade é preocupante. No último semestre, por exemplo, a instituição de ensino recebeu apenas cinco novos estudantes no antes renomado curso de graduação. É pouco. E o problema não atinge apenas os cofres da academia. A bem da verdade, o problema impacta toda a sociedade regional.

Em diversas outras nações, a devida valorização do profissional responsável pela educação dos nossos filhos garante a manutenção e o prestígio deste importante curso de graduação. No Brasil, porém, e com um destaque negativo para o nosso Rio Grande do Sul, a desvalorização dos educadores é latente e lamentável. São poucas as crianças e adolescentes que ainda sonham ou almejam a profissão de professor. Baixos salários, instituições públicas precárias e falta de perspectivas futuras são os males da categoria.

Sobre os cursos de Letras da Univates, a notícia é que sobra qualidade. Em 2019, por exemplo, o Ministério da Educação (MEC) divulgou números empolgantes para a região. Naquele momento, apenas 6% (43) dos cursos avaliados no Estado (770) alcançaram a nota máxima (5, numa escala de 1 a 5). Especificamente, os cursos de Letras da Univates estavam entre os mais bem avaliados.

Das três formações avaliadas, duas tiraram nota 5 (Letras – Português e Letras – Português/Espanhol) e uma ficou com nota 4 (Letras – Português/Inglês). Mesmo assim, o desinteresse é quase unânime.

É uma pena. E eu tenho a convicção de que ainda vamos sofrer muito em função desta triste realidade.

Escultura e Legislativo

A sessão plenária da Câmara de Encantado dessa segunda-feira foi marcante. Após a leitura do trecho bíblico (ainda fazem isso?), os vereadores acompanharam o descerramento do quadro esculpido para a exposição das fotos dos vereadores da legislatura 2021/2024. O referido quadro, trabalhado a mão, foi talhado pelo escultor Markus Moisés Rocha Moura, o artista responsável pela obra do Cristo Protetor.

Previdência em debate

Em Encantado, o Executivo encaminhou ofício à Câmara para solicitar “um representante do legislativo para compor o grupo de trabalho visando a implantação do Regime de Previdência Complementar (RPC)”.

Carmelito´s

O vereador Deolí Gräff (PP) apresenta um projeto para conceder o título de Cidadão Lajeadense aos irmãos Carmelito Becker Delwing e Gilberto Becker Delwing, “como reconhecimento ao empreendimento de sucesso dos estrelenses, na cidade de Lajeado, há quase 50 anos”. E é merecido!

Contas do sindicato

O Sindicato dos Professores Municipais de Lajeado (SPML) trocou a direção, e a nova diretoria assumiu com uma “bomba” deixada pelos antigos diretores: uma vultosa dívida com a Unimed. O assunto foi resolvido com auxílio do Executivo e, pouco a pouco, as contas estão sendo ajustadas pela nova presidente Rita de Cássia Quadros da Rosa. Hoje, a entidade conta com 514 associados ativos e 35 inativos. A receita mensal é de R$ 15,3 mil e as despesas chegam a R$ 5,7 mil.

Uma nova licitação

O governo de Lajeado quer melhorias no restaurante instalado dentro do Parque do Imigrante. A convicção é de que a alta qualidade gastronômica não condiz com a estrutura atual. O contrato com o Restaurante Panorâmico é antigo e o Executivo projeta novo processo licitatório. Desta vez, com mais exigências para o nobre espaço. A ideia é exigir a modernização dos ambientes internos e externo, e também dos mobiliários dispostos no local. A última licitação foi realizada em dezembro de 2012, dias antes do fim da gestão da ex-prefeita Carmen Regina Cardoso (PP).

A licitação tinha como preço base da concessão de uso do imóvel o valor mínimo de R$ 800 mensais. Além disso, o documento avaliava em pouco mais de R$ 120 mil as benfeitorias e equipamentos que já estavam disponíveis no prédio de alvenaria com 450,66 m² de área construída, e garantia ao então locatário “o direito de vender ao concessionário os móveis, utensílios e equipamentos de sua propriedade”. Ao fim do processo, o próprio locatário venceu a licitação, com a obrigação de abrir diariamente, mas sem compromisso com investimentos mais volumosos na estrutura.

Cartão-Postal podado

O governo de Lajeado realiza a poda de ipês-amarelos localizados nas ruas Tiradentes, Oswaldo Aranha, Júlio de Castilhos, Pinheiro Machado e Av. Benjamin Constant. Segundo o Executivo, a medida é um pedido de moradores e é necessária devido à grande infestação por erva-de-passarinho, que retira a seiva da árvore, interferindo no desenvolvimento da árvore e podendo causar a morte. Com a retirada dos galhos, porém, as copas podem ficar sem ramos para florescer neste ano e também em 2022. O ipê-amarelo é a árvore símbolo da cidade.