A riqueza vem do campo

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A riqueza vem do campo

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Tudo na Hora 2 - Lateral vertical - Final vertical

O agronegócio brasileiro, sobretudo o do Rio Grande do Sul, vive fase empolgante de produtividade. Tem sido nessa trágica e longa pandemia da covid-19 um dos poucos setores a trazer boas notícias para a população. O setor exibe expansão excepcional, cotações recordes e significativa contribuição para amenizar os efeitos danosos da crise sanitária global sobre os números da balança comercial, das contas públicas e dos indicadores sociais. Um bálsamo em meio a tantas dificuldades.

Se não fosse a força do campo, o desemprego, a inflação e o tamanho da dívida federal teriam atingido níveis bem piores neste momento. De novo, turbulências conjunturais estão sendo socorridas pela produção nacional de alimentos. Isso foi o que constatamos com a divulgação pelo governo gaúcho da performance da economia do estado nos três primeiros meses deste ano. O PIB estadual avançou 5,5% na comparação com mesmo período de 2020, puxado por um salto de 37,5% na renda da agropecuária. Já o desempenho do Brasil na mesma base de comparação foi de apenas 1%.

Com isso, a atividade econômica do Rio Grande do Sul apresentou alta de 4% no primeiro trimestre de 2021 em relação ao último do ano passado, bem acima do 1,2% registrado pelo país como um todo. Assim como o Brasil, o PIB do estado retomou o seu nível pré-pandemia, devendo reagir ainda mais forte no restante do ano, graças ao bom desempenho do agronegócio e ao esperado avanço da vacinação contra o novo coronavírus, que deve atingir toda a população do estado até o mês de setembro.
O elevado patamar de crescimento do agronegócio gaúcho de um trimestre para outro, seis vezes superior à alta nacional (5,7%), revela a recuperação do estado após a longa estiagem de 2020. Nenhuma cultura recuou na sua produção neste ano, com exceção do arroz, que teve a insignificante queda de 0,8%. O grande destaque foi mesmo a safra da soja, com o espetacular crescimento de 74%. Outra boa subida veio da uva, de quase 30%.

Temos, pois, de exaltar e agradecer ao nosso setor agropecuário por sua competência e especial colaboração para com o progresso do estado e o enfrentamento das adversidades conjunturais do país. Tais fatos nos fazem relembrar da importância de seguir na luta no Congresso para melhorar ainda mais as condições de competitividade do setor rural, apoiando os projetos de infraestrutura logística, buscando facilitar o acesso ao crédito e induzindo os investimentos em tecnologia e inovação. Tudo pela força e riqueza geradas pelo campo!