Deputados (e votos) para o Vale!

opinião

Rodrigo Martini

Rodrigo Martini

Jornalista

Coluna aborda os bastidores da política regional e discussão de temas polêmicos

Deputados (e votos) para o Vale!

Por

Vale do Taquari
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Falta pouco menos de um ano e três meses para as eleições gerais de 2022. Até lá, o Vale do Taquari precisa fortalecer a ideia de conquistar cadeiras legislativas próprias. E não será uma novidade. Nas décadas de 70, 80 e 90, a nossa região sempre contou com bons e numerosos representantes na assembleia gaúcha e na câmara dos deputados. Neste milênio, porém, perdemos representatividade e isso gerou graves reflexos sociais e econômicos para os nossos municípios. Sem representatividade, vamos sempre para o fim da fila. Até quando?

A chance de mudar essa triste realidade precisa iniciar o quanto antes. Outras regiões já contam com representantes e não perdem tal representatividade a partir de 2023. E isso tem um motivo: organização regional. Por aqui, além de lutar pelos nossos candidatos, precisamos lutar conta os parlamentares forasteiros, que ano após ano levam milhares de votos da nossa região. Não podemos repetir o erro de 2010, por exemplo, quando a Câmara de Indústria e Comércio do Vale do Taquari (CIC/VT) divulgou uma carta à sociedade sugerindo o voto em 36 candidatos de fora.

E as áreas de descanso?

Transportadores do Vale do Taquari lutam por áreas de descanso para os motoristas no bloco de concessão das rodovias que integram a nossa região. Hoje, em âmbito nacional, a Lei do Motorista exige que o governo instale pontos de parada para os caminhoneiros nas rodovias. E, ao fazer a concessão das estradas para a iniciativa privada, os governantes devem exigir das empresas vencedoras esta estrutura.

Vice-presidente do Setcergs e empresário do setor logístico, o lajeadense Diego Tomasi participou da audiência pública na terça-feira e falou em nome do sindicato. Na ocasião, ele defendeu esse posicionamento, que não constava na pauta regional. E isso é preocupante. As estruturas garantem segurança aos profissionais e, também, para terceiros. Afinal, muitos caminhoneiros não descansam por falta de infraestrutura adequada. E o resultado disso todos sabem…

Merenda vegana

A vereadora de Lajeado, Ana da Apama (MDB), segue trazendo pautas instigantes para o plenário. Desta vez, a parlamentar solicita o envio de anteprojeto de lei ao Executivo para instituir o “Programa Municipal de Merenda Vegetariana e Vegana no Município”. Na mensagem justificativa, ela afirma que se trata de uma dieta que tem encontrado cada vez mais adeptos, e tal realidade já é verificada no comércio lajeadense, com o aumento de restaurantes especializados e produtos alimentares sem carne e sem matéria-prima de origem animal.

Mutirão no HBB

O Hospital Bruno Born (HBB), em atenção a ofício encaminhado pela Câmara de Vereadores, informa que iniciou o mutirão de cirurgias eletivas para munícipes de Lajeado, tendo sido realizado até o momento 25 cirurgias, 15 procedimentos agendados para serem realizados durante o mês de julho, além de 29 pacientes que já fizeram primeira consulta e aguardam exames pré-operatórios. Ou seja, ainda resta um longo caminho para zerar a fila de espera.

“Olho por olho e o mundo acaba cego”

Ninguém me contou. Eu li nas redes sociais. Não são poucos os românticos “humanitários” que desabafam o seu ódio contra o atual presidente da República. Isso é compreensível. Afinal, Jair Bolsonaro não faz esforço algum para evitar tanto ódio. Aliás, ele se esforça para aumentá-lo. Mas os “humanitários” de plantão querem mais. Eles querem a morte do líder da nação e não se constrangem em publicizar tal anseio. Os “humanitários” desejam em público a morte de outro ser humano (enquanto defendem a vida de “Lázaros”, estupradores, homicidas e afins), pelo simples fato de Bolsonaro ser um adversário político na eterna luta pelo poder. No fim, é isso. É tudo pelo poder. E tudo é muito mal travestido de “humanitarismo”, claro!

Fim do lixão?

Vamos ser sinceros: o aterro sanitário de Lajeado mais parece um lixão. Lixo descoberto, presença constante de aves e outros animais, e o forte cheiro nas redondezas atestam essa triste constatação. O aterro sanitário de Lajeado em nada lembra a moderna estrutura de Minas do Leão, por exemplo, onde o lixo vira luxo e os vetores não têm vez. Para mudar essa lamentável situação, o governo de Lajeado já iniciou o Termo de Referência do processo licitatório que pretende privatizar o serviço.