“É dedicar alguns minutos para salvar vidas”

Abre aspas

“É dedicar alguns minutos para salvar vidas”

Natural de Capitão, o agricultor Andriel Schauren, 30, descobriu uma forma de ajudar os outros. Começou a doar sangue após o pedido de amigos. Depois, uma dessas pessoas mais próximas foi diagnosticada com leucemia. Essas experiências despertaram nele o propósito de fazer o bem. Neste “junho vermelho”, a história dele serve de exemplo sobre a importância de doar sangue

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“É dedicar alguns minutos para salvar vidas”
(Foto: Filipe Faleiro)
Vale do Taquari
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Como se tornou doador de sangue?
Há uns cinco anos eu comecei a doar. Fiquei afastado um tempo, até que no ano passado uma tia de uma amiga precisou e eu resolvi ajudar. Uns meses depois, um amigo estava com leucemia e também vim até Lajeado para doar pra ele. Depois disso, passei a agendar doações mais vezes. Teve alguns meses neste ano que não consegui vir, pois adoeci. Agora estou recuperado e voltei.

O que lembra-se da primeira vez que doou sangue?
A agulha me assustou. Ainda assusta. Eu viro o rosto e não olho. Eu tenho um pouco de medo mesmo. Na primeira vez eu suei frio. Com o tempo, a gente se acostuma. Agora desde outubro estou sempre vindo até Lajeado.

O que significa ser doador?
É dedicar alguns minutos para salvar vidas. Temos de pensar em como isso pode ajudar, como pode fazer a diferença. Nós, que estamos doando sangue, não perdemos nada. Além disso, e se algum dia precisarmos? Virei doador por isso, para saber que posso ajudar quem precisa.

Neste mês, foi instituído o “junho vermelho”. A data marca tem como objetivo incentivar o espírito de solidariedade sobre a contribuição aos bancos de sangue. Como é possível tornar a sociedade mais consciente quanto a essa necessidade?
Nunca sabemos quando vamos precisar. Eu vi pessoas que precisaram e isso serviu para aprender. Não sabemos quando poderemos estar do outro lado. Seguido a gente escuta que tem pessoas precisando de sangue, que os hospitais estão lotados. E doar sangue é tão simples, tão fácil. Não há por que não fazer.

Com os familiares, com os amigos, o que diria para eles para se tornarem doadores?
Diria que eu também tenho medo de agulha (risos). Mas é uma coisa normal. É uma questão de querer fazer o bem, de não ficar só no pensamento de ajudar. Marcar, ir até o banco de sangue, é simples.