Novas formas de celebrar o amor

Comportamento

Novas formas de celebrar o amor

No mês das noivas, descubra dois modelos de cerimônias que conquistaram os noivos

Por

Novas formas de celebrar o amor
Tudo na Hora 2 - Lateral vertical - Final vertical

Mini wedding e elopement essas são as palavras-chaves que os noivos encontraram para celebrar o amor, sem precisar cancelar as cerimônias de casamento. Os novos estilos de comemoração transformaram alguns costumes do matrimônio e conquistaram a região.

Se antes as festas reuniam mais de 200 convidados, hoje elas seguem o conceito intimista. E a assessora de casamentos, Elisabete Gasparotto (Beta – @caseicomelas) afirma, “as duas tendências vieram para ficar”.

O casamento é o sonho de vida de muitas pessoas. No Brasil, tradicionalmente, as celebrações são marcadas por grandes eventos e muitos convidados. Porém, com os novos tempos, algumas adaptações foram necessárias, o que deu espaço para duas cerimônias bastante populares em países europeus e norte-americanos.

Os mini weddings, segundo Beta, são cerimônias personalizadas e com poucos convidados. “Há 60 pessoas no máximo, mas são amigos e familiares muito próximos do casal”.

Para realizar este modelo, geralmente, os noivos optam por locais aconchegantes ou que tenham algum significado para eles, como a chácara da família, a casa dos pais, ou mesmo o local do primeiro encontro. “Na região já estão surgindo ambientes especializados neste tipo de evento, ou seja, são espaços que não comportam mais do que 50 convidados”, destaca.

O mini wedding se assemelha ao casamento tradicional, com jantares, pista de dança, homenagens e atrações principais. É o tipo de cerimônia que consegue reproduzir a emoção de uma festa clássica, mas com o diferencial de aproximar ainda mais os noivos de seus amigos e familiares.

“Fizemos tudo do jeitinho que sonhamos e no dia do casamento conseguimos curtir e dar atenção aos nossos convidados, que eram pessoas muito especiais e que fizeram parte da nossa história”, relata o casal Jane Alice Kehl, 43, e Valtair Eckhardt, 40.

A professora e o empresário selaram a união em maio de 2019, em uma residência particular, com o objetivo de formalizar a relação e consolidar uma família. “Aconteceu muito rápido. Em fevereiro decidimos a data e dois meses depois nos casamos”, lembra emocionada.

Desde o começo o casal tinha em mente que a celebração seria reservada, o que se encaixou ao modelo mini wedding. Para eles o maior benefício deste conceito é que ele é personalizável com elementos que façam sentido para os noivos, detalhes que identificam a história da vida a dois. “A exemplo, nossas alianças foram trazidas em uma cuia de chimarrão e os convidados assinaram um violão, feito especialmente para a noite”.

 

Casamento a dois

Outra opção que encantou os novos casais, segundo a assessora são os enlopements, cerimônias que acontecem de forma “secreta” sem a presença de amigos e familiares. É somente os noivos, ou um número limitado de convidados, máximo seis.

Esse estilo é extremamente íntimo e pode ser realizado em qualquer lugar do mundo, em meio a natureza, em parques, fazendas, praias e residências. Ele é muito comum em cenas de filmes, na qual o casal opta por oficializar a união inesperadamente, apenas com a presença de um celebrante.

“Por aqui as pessoas gostam de realizar em cachoeiras ou pontos turísticos menos movimentados. Inclusive, já fiz um casamento no Morro Gaúcho, onde isolamos uma área para a celebração do local”, conta Beta.

Foi o desejo de ter um momento único que levou Gabriela dos Santos, 36, e Thales Martini de Lima, 28, a optarem pelo enlopement. Eles se casaram em outubro de 2020, no antigo Armazém Bistrô. “Celebramos algo para deixarmos guardado em nossa memória”, afirma Gabriela.

Para ela, o casamento a dois permite que os noivos tenham atenção plena um com o outro e possam aproveitar o momento sem se preocupar com os detalhes da festa e convidados. “Foi tudo como eu sonhei e como ele aceitou. Foi perfeito”.

 

De olho nas tendências do amor

No quesito moda, a expressão “menos é mais” traduz o desejo das noivas atualmente. Segundo a estilista e empresária, Maira Gisele Nonnemacher (@mairagiselenonnemacher), os vestidos se transformaram junto com os sonhos. Ao invés de peças extremamente elaboradas, as mulheres optam por peças mais confortáveis e leves.

“São tecidos fluidos, sem brilhos e sem aquela estrutura entretelada que dava firmeza no corpo da mulher. Conforto é a palavra-chave para qualquer noiva nesse momento”, explica.

Mesmo com a mudança de estilo, uma característica que permanece nos vestidos é o tradicional tom branco. Ele continua como a primeira opção das noivas, mas já começa a abrir espaço para o off white.

Na dúvida sobre qual vestido escolher, Maira diz que a peça precisa transmitir toda a felicidade e leveza que o momento pede. A noiva precisa se sentir bem. “Sempre digo: o vestido é a alma da noiva”.