Segurança e turismo

opinião

Rodrigo Martini

Rodrigo Martini

Jornalista

Coluna aborda os bastidores da política regional e discussão de temas polêmicos

Segurança e turismo

Por

Vale do Taquari
Tudo na Hora - Lateral vertical - Final vertical

Um dos principais cartões-postais do Vale do Taquari foi palco de uma tragédia na tarde de sábado. Um jipeiro que provavelmente realizava uma trilha no ponto mais alto da pedreira acabou caindo com o veículo a uma altura de cerca de 30 metros. O homem não resistiu aos ferimentos e lamentavelmente acabou morrendo no local, diante de dezenas de outros turistas que aproveitavam a tarde ensolarada para apreciar os mirantes do ponto turístico. Uma cena chocante. E que não pode se repetir. Aliás, o trágico acidente precisa ser melhor debatido entre as autoridades.

Segurança e turismo II

Eu desconheço todas as circunstâncias do acidente. Mas eu conheço bem o Morro Gaúcho e sei que a segurança no local é precária. Não há guarda-peitos nos mirantes, e as pedras soltas – resultado das antigas explosões — são um risco a mais aos turistas que buscam os pontos mais altos para a contemplação. Da mesma forma, não há qualquer controle sobre o acesso de veículos aos pontos mais perigosos, e tampouco guardrails. No ano passado, e já durante a pandemia, o engarrafamento de veículos na estrada de chão era um prenúncio de tragédia.

Segurança e turismo III

A tragédia no principal ponto turístico de Arroio do Meio precisa ser debatida entre as autoridades, reforço. O Morro Gaúcho consta como atração turística no site do município, há sinalização na ERS, e isso só reforça a necessidade do Poder Público e da sociedade planejarem uma solução sustentável para aquela área, que é uma área privada. O que não dá é para tapar o sol com a peneira e fingir que o problema não existe. O Vale do Taquari não pode ser negligente com a segurança de muitos turistas, seja no Morro Gaúcho, no Viaduto 13, e até mesmo no acesso às obras do Cristo Protetor.

Segurança e turismo IV

Aliás, o viaduto 13, em Vespasiano Corrêa, quase registrou tragédia semelhante em agosto de 2019. Um turista de Vista Alegre do Prata manobrava o veículo nas proximidades do trilho, e trancou uma das rodas no barranco. Ao sair para avaliar a situação, se desequilibrou e caiu de uma altura de 10 metros, em meio à vegetação. Foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros 12 horas após o acidente, sofreu uma fratura exposta no tornozelo esquerdo e fraturou o punho da mão esquerda. Já em março de 2018, um praticante de rapel morreu na cascata Garganta do Diabo, próxima ao V-13.

Segurança e turismo V

São exceções à regra, eu sei. Mas as exceções podem custar vidas. Na edição do fim de semana, escrevi sobre um plano regional de segurança turística. É um assunto já debatido na Defesa Civil, e que ganhou peso a partir da divulgação das obras do Cristo Protetor de Encantado em âmbito mundial. A previsão de receber dezenas de milhares de turistas a cada mês aumentou ainda mais a preocupação de algumas autoridades. Além de melhorar a infraestrutura de segurança e também os acessos aos pontos turísticos, eles estudam um plano de atendimento rápido aos visitantes.

Retorno à Univates

A Universidade do Vale do Taquari (Univates) avisa: após uma experiência positiva com o retorno das aulas teórico-práticas presenciais na semana passada, a entidade de ensino retoma as aulas teóricas de forma presencial no campus a partir desta semana. O reencontro começou ontem. E tudo ocorrerá com transmissão para acompanhamento remoto e simultâneo para quem não tiver condições de estar fisicamente presente. No campus, o aluno terá medição da temperatura disponível nas recepções dos prédios, além de álcool em gel nas repartições. Definitivamente, é um momento simbólico desta pandemia. Um bom retorno a todos!

Menos lixo

Em Estrela, o programa “Arroio + Limpo” recolheu uma diversidade de resíduos depositados sobre o Arroio Estrela. A ação voluntária foi realizada na manhã de sexta-feira, e resultou na retirada de meio tonelada de lixo do leito e das margens do histórico arroio. Os resíduos foram coletados de forma manual, e com auxílio de duas pequenas embarcações. E, diante do sucesso desta primeira empreitada, o grupo já planeja uma nova edição. Parabéns a todos. É um exemplo a mais para o Vale do Taquari.

Descanse em paz?

Em 2017, eu acompanhei uma exumação para produzir a reportagem sobre o plano de remodelação dos cemitérios municipais. Em síntese, a Secretaria Municipal do Desenvolvimento Social (SMDS) de Lajeado está destruindo as antigas sepulturas, exumando os corpos e realocando-os em novas gavetas mortuárias. Tudo porque a nova legislação municipal não permite mais que o município enterre corpos no solo. É um processo que iniciou ainda na gestão passada. E, apesar das justificativas, que são bastante contundentes, é um processo doloroso para muitas famílias.

Verifiquei que também é um trabalho complexo e delicado para a administração municipal. A presença dos familiares durante a exumação do corpo exige ainda mais sensibilidade por parte dos servidores públicos. É quase um segundo velório. E mais do que isso. Em muitos casos, as sepulturas não possuem identificação, ou foram “abandonadas” pelos entes do morto. Diante disso, a SMDS trabalha na catalogação das sepulturas sem identificação, mapeando o local e fotografando as sepulturas para uma eventual futura identificação por parte de familiares e responsáveis.

Competitivos

Em Encantado, a Câmara de Vereadores enfim aprovou o projeto de lei que autoriza o Poder Executivo Municipal a conceder ajuda de custo a atletas que representam o município em competições esportivas e da outras providências. Mas não houve unanimidade. A matéria foi aprovada com sete votos a favor e quatro votos contra.