O Vale dos Alimentos pode ser também o Vale da Saúde

opinião

Fernando Weiss

Fernando Weiss

Diretor de Mercado e Estratégia do Grupo A Hora

Coluna aborda política e cotidiano sob um olhar crítico e abrangente

O Vale dos Alimentos pode ser também o Vale da Saúde

Por

Lajeado
Tudo na Hora 2 - Lateral vertical - Final vertical

Uma das veias econômicas mais promissoras do Vale do Taquari é o setor da saúde. A localização estratégica no estado, e até mesmo no Mercosul, faz a área da saúde pulsar na região. O anúncio de instalação do Saúde Univates soma-se às dezenas de clínicas ou centros de saúde espalhados pelas 38 cidades que compõem o Vale do Taquari. Por outro lado, é mais um que busca um naco do mercado e aumenta a concorrência dentro do setor. No frigir dos ovos, quem ganha é a sociedade, que passa a contar com mais oferta de serviços.

Faz anos, o atendimento em saúde aqui é melhor e mais acessível do que em outras regiões do estado, inclusive nos grandes centros. Muito em função de um ecossistema que se retroalimenta e que foi muito impulsionado pela conquista da Faculdade de Medicina pela Univates.

Temos players de excelência em várias áreas e especialidades, sem falar nas casas de saúde que buscam aperfeiçoamento e fortalecimento permanentes. A saúde virou um grande negócio para a região e a prova contumaz deste potencial existente é o movimento que a Univates faz em torno do assunto, seja na área do atendimento público ou privado, da pesquisa ou de análises.

Para consolidar o Vale como um grande polo de saúde, é imperioso que se preserve o equilíbrio e a concorrência leal e saudável. Precisamos evitar que se crie algum player dominador ou predatório para que tenhamos um ecossistema sustentável. Se o Vale dos Alimentos é hoje uma marca reconhecida, a saúde pode trilhar o mesmo caminho, desde que tenhamos sabedoria e maturidade para chegarmos até lá.


O SIM da semana

(Foto: Divulgação)

Jair Bolsonaro, presidente da República, prometeu ao prefeito de Encantado, Jonas Calvi, que virá ao Vale do Taquari em dezembro, inaugurar o Cristo Protetor. Se cumprir a promessa, Bolsonaro será um dos poucos presidentes da história do Brasil a pisarem em terras regionais. O último foi João Batista Figueiredo, na década de 80. Esperemos até dezembro.


O MELHOR da semana

A liberação do trânsito na ponte sobre o arroio Boa Vista destravou um nó viário que se formou no fatídico acidente que vitimou Anderson Barbosa e comprometeu a estrutura da ponte na BR-386. Os seis meses iniciais de bloqueio previsto reduziram para menos de dois. Palmas à CCR Via Sul, que deu mais uma prova do quanto a iniciativa privada é mais competente do que o Estado para gerir estrada.
P.S. Que a liberação da ponte não esmoreça o movimento regional pela construção de mais ligações sobre o Rio Taquari.


O SIM que ainda não veio

O início das obras de duplicação da BR-386 entre Lajeado e Marques de Souza depende de um aval do Ibama. Esta semana, o prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, esteve em Brasília e recebeu a confirmação da liberação da boca do ministro do Meio Ambiente e do Diretor do Ibama. Ainda assim, a CCR Via Sul ainda não recebeu o documento que autoriza o roncar das máquinas no trecho. Pelo contrato, as obras eram para começar em fevereiro. E já estamos em maio.