Ponte deve ser liberada nesta terça-feira

Sobre o Arroio Boa Vista

Ponte deve ser liberada nesta terça-feira

Prazo inicial de seis meses de reparos foi encurtado para menos de 60 dias e passagem sobre arroio Boa Vista deve ter tráfego retomado nesta terça. Segundo especialista, estrutura está apta a receber veículos

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Ponte deve ser liberada nesta terça-feira
Trabalhos foram intensificados na ponte nas últimas semanas (Foto: Felipe Neitzke)
Vale do Taquari
Imec - Lateral vertical - Final vertical

Depois de 52 dias de interrupção, longas filas de veículos e prejuízos econômicos e logísticos, a ponte sobre o Arroio Boa Vista, no sentido norte da BR-386, deve ser totalmente liberada para o tráfego de automóveis ainda nesta terça-feira, 4. A liberação ocorre cerca de quatro meses antes do fim do prazo inicial.

De acordo com a CCR ViaSul, concessionária da rodovia, caso os resultados das análises se mantenham positivos, a liberação ocorrerá até o meio dia. Já o engenheiro civil Fernando Schneider, diretor técnico da Portland, uma das empresas contratadas para atuar na reconstrução da ponte, dava “99% de chances” da ponte ser liberada nesta terça-feira.

Para chegar a liberação antecipada, foram feitas seguidas análises da estrutura. Os testes de carga ocorridos no fim de semana foram fundamentais para a redução do prazo. “Foi feito todo um trabalho técnico, com empresas sérias e competentes, trabalhando dentro de um objetivo de trazer agilidade e qualidade. Ela está preparada para receber o fluxo de veículos”, explica Schneider.

Os provas de carga são testes de carregamento que consistem na utilização de caminhões com carga definida, passando em pontos estratégicos sobre a pista, para a avaliação de deformação. Cerca de 40 trabalhadores atuaram na reconstrução, divididos em três equipes.

“Temos que lutar pela nova ponte”

O vice-presidente do Sindicato de Empresas de Transporte de Carga e Logística do RS (Setcergs), Diego Tomasi comemora a liberação da ponte. Ressalta o período difícil para o setor logístico e a dependência da BR-386, reforçando a necessidade de uma alternativa.

“Sentimos muito o impacto. A rodovia é muito importante não só para o Vale, mas também outras regiões, como a de Passo Fundo. O setor como um todo sofreu muito nesses dois meses. Deu para ver a importância que a BR-386 tem na malha logística e também que precisamos de uma segunda opção. É uma ideia que não pode morrer agora, com a reconstrução da ponte”, afirma.

As principais dificuldades, conforme Tomasi, foram num primeiro momento, com a utilização dos desvios obrigatórios, e depois os congestionamentos na ponte, após a permissão de passagem. “Isso atrasou viagens e entregas, além de gerar um gasto desnecessário. Foi um prejuízo grande”.

De meio ano para menos de 2 meses

Nos primeiros dias após o acidente na ponte, havia muita incerteza e pânico sobre quando haveria a liberação do trânsito nos dois sentidos da rodovia. Pensando nas piores possibilidades, a CCR determinou um prazo inicial de até seis meses para a conclusão dos trabalhos.

Com o tempo e o andamento das obras, o prazo foi reduzido em mais da metade, o que acalmou os ânimos de quem cruza a rodovia. “Trabalhamos na avaliação do concreto e do aço para ter um entendimento melhor d

o projeto, coletando informações sobre a qualidade das estruturas. Aí, criamos ações de recuperação”, comenta Schneider.Na ponte norte, as vigas longarinas e o tabuleiro demandaram mais trabalho e estudo, além de uma mão de obra maior. Até pelo acesso ao local, trabalhando de cima para baixo, é bem complicado. Foi a que mais danificou”, diz Schneider. Já a outra teve um pilar e vigas mais comprometidas.