Educação abandonada

opinião

Rodrigo Martini

Rodrigo Martini

Jornalista

Coluna aborda os bastidores da política regional e discussão de temas polêmicos

Educação abandonada

Por

Vale do Taquari
Imec - Lateral vertical - Final vertical

É inacreditável o nível do descaso com a educação em solo gaúcho. O embaraço causado pelo governo do Estado, sindicatos, associações e uma ala do judiciário ficará marcado na paleta de gestores, juízes e militantes. Nossas crianças foram deixadas de lado nesse jogo de empurra-empurra, criado para defender os professores. Uma classe que merece nosso respeito e admiração, mas que não está acima do bem comum. Nenhuma classe terá o privilégio da vacina para voltar ao trabalho presencial. Seria o ideal, claro. Mas tal afago, eu reforço, é um privilégio exclusivo.

Educação abandonada II

As aulas remotas atacam a saúde mental das crianças mais novas. A alfabetização por meio virtual é pífia, e milhares de alunos gaúchos não possuem computador com internet. Nossas crianças foram colocadas como mariscos entre a rocha e o mar. O modelo adotado pelos mais diversos gestores públicos para tentar driblar o vírus vai deixar cicatrizes eternas em crianças e adolescentes. E a luta do CPERS e da tal Associação Mães e Pais pela Democracia (AMPD) para fechar as salas de aula será lembrada como um dos piores retrocessos do nosso sistema educacional. Jamais esqueceremos!

Educação abandonada III

A AMPD criou um Comitê de Crise Volta às Aulas RS. Entre os integrantes, segundo nota divulgada pela associação nas redes sociais, constam os nomes dos deputados estaduais Pepe Vargas (PT), Jeferson Fernandes (PT), Sofia Cavedon (PT) e também a Deputada Federal Fernanda Melchionna (Psol). Também assinam representantes da CUT e da UNE, além de outros grupos e movimentos de menor expressão. A associação foi criada logo após a eleição de Jair Bolsonaro (Sem Partido), e surgiu como uma afronta ao movimento “Escola Sem Partido”. E nada é por acaso.

Educação abandonada IV

O governo do Estado triturou a própria credibilidade em um único final de semana. Na sexta-feira, e contrariando as afirmações anteriores do próprio governador, o executivo publicou um decreto para devolver a cogestão da educação aos prefeitos. No domingo à noite, mesmo após a justiça reforçar a proibição das aulas presenciais, o governo estadual incentivou a reabertura das escolas. Na manhã seguinte, e já com os alunos nas salas de aula, o governo recuou e acatou a decisão judicial, deixando os diretores, pais e alunos à deriva nessa batalha surreal. Foi um ato de covardia.

Educação abandonada V

O embate judicial entre pais desesperados e sindicatos que impedem o retorno às salas de aula não é exclusividade dos gaúchos, claro. Em São Paulo, por exemplo, o embate também chegou ao judiciário. Em primeira instância, os sindicalistas venceram. Mas eles perderam em segunda instância. De acordo com o entendimento do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo, “como regra geral, uma decisão judicial não é capaz de substituir os critérios específicos da administração, que, em tese, atua priorizando a supremacia do interesse público.” É isso.

Plano de Mobilidade

Ontem, a Secretaria de Planejamento e Urbanismo (Seplan) apresentou aos vereadores a minuta do Projeto de Lei que regulamenta “a política municipal de mobilidade urbana – PlanMob Lajeado”. São 22 páginas que tratam de temas diversos. Ciclovias; campanhas educativas; novos loteamentos; acessibilidade; uso das calçadas; conforto térmico; recuperação das praças; veículos de tração animal; parklets; transporte coletivo e individual; sistema de carga e descarga de mercadorias; estacionamentos; iluminação pública; criação do Núcleo Municipal de Mobilidade Urbana (NMMU); e até o desenvolvimento do aeródromo regional estão na pauta da matéria.

2,6 mil na fila

No início do mês, e de acordo com informações repassadas pela Secretaria Municipal de Saúde à Câmara de Lajeado, a principal cidade do Vale do Taquari possuía 2.677 pessoas na fila de espera para agendamentos referentes às cirurgias eletivas (nem todos resultam em intervenção cirúrgica). A busca é pelas seguintes especialidades: Cirurgia Geral (891); Otorrinolaringologista (565); Neurocirurgião (282); Cirurgia Vascular (253) Cirurgia Ginecológica (187); Traumato Coluna (167); Cirurgião Pediátrico (119); Cirurgião Plástico (110); e Traumatologista (103).

Rota Cervejeira no Vale

O Vale do Taquari está no olho do furacão quando o assunto é turismo. A construção do Cristo Protetor, a expansão dos caminhos autoguiados e a tentativa de consolidar o passeio Trem dos Vales elevaram a régua na região. O momento é propício para os novos empreendedores, e linhas de crédito serão apresentadas para fomentar as nossas rotas turísticas e os novos empreendimentos. E entre os projetos com maior potencial está a chamada “Rota Cervejeira do Vale”. Definitivamente, somos referência no Estado. Aguardamos novidades!

Secretariado

Em Estrela, e após a morte do então secretário de Desenvolvimento, Inovação e Sustentabilidade, Verno Arend, o prefeito começa a reestruturar o secretariado. Nessa segunda-feira, ele anunciou Elaine Gorgen Strehl, contadora concursada na prefeitura, como a nova Secretária da Fazenda. Ela assume no lugar de Ricardo Kich, que passa a ser o novo Secretário de Desenvolvimento, Inovação e Sustentabilidade.

Corsan e TCE

O Tribunal de Contas do Estado suspendeu o pregão eletrônico da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) que visa a “contratação de empresa especializada na prestação de serviços de administração, emissão e fornecimento de cartões eletrônicos para os benefícios de vale-alimentação e vale-refeição”. O relator do processo, conselheiro Cezar Miola, considerou que “as cláusulas impugnadas podem restringir a competitividade, reduzindo consideravelmente o número de empresas participantes e dificultando o acesso à melhor proposta.”