Projeto logístico regional

opinião

Rodrigo Martini

Rodrigo Martini

Jornalista

Coluna aborda os bastidores da política regional e discussão de temas polêmicos

Projeto logístico regional

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Vale do Taquari
Imec - Lateral vertical - Final vertical

O Vale que quase ficou isolado em função de um trágico acidente de trânsito precisa se reorganizar para seguir crescendo. O nosso desenvolvimento como sociedade passa necessariamente pela área da logística. Não podemos deixar esse assunto em segundo plano, sob o risco e sofrermos com desabastecimento e prejuízos às empresas e lares da região. Em âmbito regional, o prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo (PP), sugere a criação de um consórcio de municípios para custear um projeto capaz de consolidar a região como um polo logístico do país.

Já somos privilegiados, é bem verdade. Rodovias federal e estaduais, porto fluvial, ferrovias e até um pequeno (mas visivelmente ativo) aeródromo são os nossos pilares. Aliado a isso, o Vale do Taquari possui líderes estaduais ativos nas mais diversas entidades e federações ligadas ao setor de transporte e logística, e historicamente coleciona excelentes cases de empresas de sucesso na área. Mas podemos e devemos exigir mais. E esse “algo a mais” passa necessariamente por novas interligações entre as cidades e novas soluções para o escoamento de todo o estado.

Por ora, só há consenso em relação a necessidade de criar um grandioso projeto logístico. Nos bastidores, estima-se um investimento próximo a R$ 1,5 milhão só para concretizar o projeto técnico, com amplos estudos e projeções para o Vale do Taquari. As obras de arte e pontes necessárias para concretizar a necessária infraestrutura viária devem custar muito mais, é claro. E a ideia de um consórcio de municípios, liderado por Lajeado e de certa forma alheio aos anseios prioritários da Amvat e até do Codevat, parece-me salutar e muito plausível para o momento.

Mais servidores

O governo de Lajeado vai firmar novo contrato com a Fuvates (Univates) para contratar, durante período de três meses, novos profissionais da área da saúde. O acordo prevê oito Técnicos de Enfermagem (quatro para o Hospital Bruno Born) e um Enfermeiro, e custará R$ 135,6 mil. Eles devem atuar durante 40h semanais para suprir a ausência de servidores positivados pela covid-19 ou que solicitaram desligamento repentino.

Álcool pelos ares

“Nós poderíamos pulverizar ao menos nossa cidade. Temos vários empresários que são donos de helicópteros, de aviões. Não sei se existe o álcool gel líquido, mas seria bom pulverizar porque o vírus está no ar. É uma coisa de outro mundo. Pulverizam lavouras com avião. Talvez fosse uma ideia, porque o álcool gel não faz mal”, declarou o presidente da Câmara de Vereadores de Canela, Alberi Dias (MDB). A declaração arrancou uma gargalhada do colega, Alfredo Schaffer (PSDB).

Sem memorial?

Nessa segunda-feira, em Estrela, e a pedido da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), os projetos para autorizar o uso de R$ 73 mil pela “Secretaria Especial de Cultura, Esporte e Lazer para adequação de imóvel para implantação de um memorial para abrigar o museu municipal e o arquivo municipal” foram “retirados da pauta para maior análise”.

A secretária, a vereadora e a CNH

Em Encantado, a vereadora e chefe do Poder Legislativo Andressa Cristina de Souza (MDB) encaminha um curioso Pedido de Informações ao Poder Executivo. Ela quer saber se a Secretária de Obras, Deise Buffon, possui Carteira Nacional de Habilitação. A parlamentar, popularmente chamada de “Yê”, solicita cópia do documento. Questionada, ela não detalha as razões para a repentina curiosidade. Mas demonstra incômodo com o uso de motoristas na referida Secretaria. Deise ainda não encaminhou resposta à câmara.

O quarto ministro

Não é necessariamente um demérito trocar três vezes a chefia de um ministério em apenas dois anos e três meses de governo. Mas é sinal de fraqueza. Ontem, Jair Bolsonaro anunciou o quarto ministro da Saúde, o cardiologista Marcelo Queiroga (foto). Antes dele, Henrique Mandetta, Nelson Teich e, por último, o general de divisão do Exército Brasileiro Eduardo Pazuello estiveram à frente da pasta. E todos eles enfrentaram os desafios diários da pandemia. E por falar nisso, alguém sabe “de cabeça” o nome do Ministro da Educação?

Trem dos Vales

Ontem, representantes de setores e entidades do turismo no Vale do Taquari participaram de uma reunião virtual com o Secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Rio Grande do Sul, Rodrigo Lorenzoni, para tratar sobre a consolidação do passeio “Trem dos Vales” como um produto turístico permanente do Estado. O encontro, porém, ocorreu em meio aos rumores de uma possível saída de Lorenzoni do governo de Eduardo Leite (PSDB). Ele foi convidado para exercer a mesma função na prefeitura de Porto Alegre. A notícia gerou fortes críticas entre empresários e consultores da área do turismo. Muitos cobram a efetivação de um “profissional técnico da área”.