“Estaremos com a economia totalmente destruída”

Fim da cogestão

“Estaremos com a economia totalmente destruída”

Presidente da Fecomércio lamenta decisão do governo sobre fim do modelo de cogestão e diz que forma correta seria permitir pelo menos uma abertura mínima dos estabelecimentos

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“Estaremos com a economia totalmente destruída”
(Foto: Divulgação)
Estado
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A Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Rio Grande do Sul (Fecomércio) não recebeu de forma positiva a decisão do governador Eduardo Leite em suspender a cogestão e fechar o comércio não essencial. Em entrevista ao programa A Hora Bom Dia, da Rádio A Hora 102.9, na manhã desta sexta-feira, 26, o presidente da entidade Luiz Carlos Bohn destacou que os reflexos do fechamento dos estabelecimentos serão vistos mais a frente. “Estaremos com a economia destruída, tendo em conta o que foi decidido por ele.”

A diretoria realizou uma reunião ainda na noite de quinta-feira, 25, após governo anunciar o fim do modelo de cogestão e houve uma indignação por parte dos integrantes ligados ao setor empresarial. “Não é razoável e não tem explicação porque o comércio não é ponto de proliferação do vírus”, observa.

A entidade pediu ao governo que reavalie a paralisação das atividades econômicas. “Sempre entendemos que mesmo em bandeira preta, desde o começo, deveríamos ficar minimamente abertos para que não se fragilizasse mais e não desapareçam mais negócios, não se perca mais empregos e mais famílias não fiquem sem renda”, pontua.

Além disso, a Fecomércio também sugere alternativas de horários para que shopping e demais estabelecimentos não funcionem no mesmo horário e, dessa forma, não gere aglomerações também nos transportes públicos.

Três fatores contribuintes

Bohn atribui três fatores que podem ter contribuído para o aumento de casos da covid-19. “E aqui não é uma crítica aos jovens”, pontua. Mas, as aglomerações ocasionadas pelas eleições, durante o período de fim de ano e durante o Carnaval são pontos que auxiliaram para o aumento dos casos. “Está muito claro que as aglomerações à noite e nas casas por conta das festividades provam esse fato.”

Ouça a entrevista de Luiz Carlos Bohn na íntegra: