Psicóloga dá dicas sobre o controle das emoções em meio à pandemia

SAÚDE EMOCIONAL

Psicóloga dá dicas sobre o controle das emoções em meio à pandemia

Patrícia Trevisol explica os fatores ligados ao crescimento de doenças mentais em crianças e destaca as formas de diminuir esses quadros e sintomas

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Psicóloga dá dicas sobre o controle das emoções em meio à pandemia
(Foto: Ana Carolina Becker)
Vale do Taquari
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O programa Frente e Verso, da Rádio A Hora 102.9, recebeu na manhã desta quinta-feira, 25, a psicóloga Patrícia Trevisol. O aumento de casos de doenças mentais em crianças e as formas para o controle dos sintomas causados pela ansiedade, depressão e insônia noturna foram os assuntos.

Conforme a profissional, a rotina da população mudou e ninguém escolheu por isso. “Pais tiveram que se adaptar conciliando o trabalho com os afazeres de casa e as aulas virtuais dos filhos. Tudo isso trouxe impactos na vida de todos”, pontua.

Acerca do afastamento do ambiente escolar e nos resultados causados por essa forma de ensino, a psicóloga deixa claro: as crianças não estão de férias. “Muitas trocaram os seus hábitos de sono, não dormindo à noite. Isso ocorre por conta delas não poderem gastar suas energias com atividades na escola. Por isso, é necessário estipular uma rotina para as crianças. Elas precisam dormir e acordar no mesmo horário, ter uma alimentação saudável e horários de estudo e também de lazer”, explica.

De acordo com Patrícia, a procura por atendimento psicológico aumentou para as crianças. “Antes vinha por indicação médica ou da escola, hoje em dia de forma espontânea. Se torna preocupante, pois se os pais estão trazendo é porque as crianças estão adoecendo mais”, analisa.

A psicóloga observa que o índice de crianças com ansiedade, insonia noturna, obesidade e depressão se tornaram elevadas. “A depressão, um tempo atrás, não era doença encontrada nessa faixa etária, assim como insonia noturna. Esse aumento de casos deixa os profissionais da área em alerta. Sabemos o quanto a depressão atinge adultos e o quão difícil é reverter esse quadro. Uma criança pode, muitas vezes, precisar ser medicada, o que acarreta em muitos prejuízos para ela”, avalia.

Conforme a profissional, o adulto tem a consciência do que a sociedade está vivendo e que o momento pede para as pessoas se resguardarem, mas as crianças não têm essa consciência total. “Os adultos precisam apaziguar a situação, não alarmando. Crianças, principalmente pequenas, têm a capacidade cognitiva menor do que a emocional, então são mais sensitivas. Se explicar de forma científica não vão saber o que está acontecendo, mas se fazer atividades irão entender”, explica.

Para ajudar no manejo das emoções, Patrícia salienta que é necessário os pais promoverem atividades prazerosas e preservarem as coisas simples como o contato com a natureza. “Criança precisa ser assistida e de diálogo”, pontua.

Para ela, os pais devem ficar atentos aos filhos observando quando o choro é mais intenso, quando a criança apresenta sentimentos de confusão e irritabilidade e sentir aperto no peito. “É necessário ouvi-la e analisar seus comportamentos para evitar quadros de ansiedade e depressão”, salienta.

Confira a entrevista na íntegra: