“Os hospitais estão no limite”

Saúde

“Os hospitais estão no limite”

Com sintomas leves, orientação é para que população busque por unidades básicas de saúde

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“Os hospitais estão no limite”
(Foto: Arquivo A Hora)
Vale do Taquari

No ano passado, quando foram registrados os primeiros casos de coronavírus no país, o medo fez com que as pessoas mantivessem o distanciamento. Agora, como as medidas de distanciamento não são seguidas tão a risca, se vive um momento de descontrole em relação aos casos de covid-19.

De acordo com o presidente do Sindicato das Santas Casas e Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do Vale do Taquari, Fernando da Gama, os hospitais estão no limite. “Esse limite está generalizado como um todo. Tem hospital que está atendendo muito mais que estava previsto na sua capacidade. As UTIs estão lotadas”, pontua.

Em entrevista ao programa Frente e Verso, da Rádio A Hora 102.9 na manhã desta terça-feira, 23, Gama ressaltou a preocupação com o aumento de internações hospitalares no Vale. “Estamos em uma situação diferente, onde as pessoas estão se preocupando um pouco mais e estão buscando os hospitais até para consultar. Tem que evitar essa situação da consulta”, comenta.

A orientação é buscar as unidades básicas de saúde em casos de aparecimento de sintomas ou desconfortos. “A população não deve ir toda para o hospital com situações que podem ser resolvidas nos postos.”

“As pessoas estão preocupadas”

Gama explica que no momento que se sente um desconforto respiratório ou febre é preciso procurar uma unidade de saúde. “Esse médico vai ter condições de avaliar o teu quadro e verificar se a situação pode se agravar ou não”, pontua.

Nesse momento, de acordo com ele, existem pessoas que buscam os hospitais por qualquer sintoma, nesse caso é importante procurar outros meios e outros que esperam a situação se agravar para buscar ajuda. “As pessoas estão preocupadas”, diz.

O foco no jovem

Conforme Gama, a carga viral do jovem é maior nesse momento porque ele esteve mais exposto. “Eles se aglomeraram e agora estamos vendo muitos jovens com situações graves de internação, na UTI e até indo a óbito”, lamenta.

Além do foco da doença estar diferente do início, em fevereiro de 2020, agora há também a preocupação com os atendimentos pós-covid. “Vamos ter muita gente sequelada em função da covid-19. Estamos tendo idosos que voltam aos hospitais para buscar soluções para as sequelas e não mais para a doença”, observa.

Na linha limite

Desde o ano passado, Estado e União financiaram mais leitos para aumentar a capacidade de internações no Rio Grande do Sul. No entanto, em decorrência do aumento das internações nos últimos dias e da necessidade de leito, o que se vê é “um RS na linha limite”.

O presidente do Sindicato pede que as pessoas sigam se cuidando, evitem aglomerações, utilizem máscara e álcool em gel.

Ouça a entrevista na íntegra