“Quando cheguei já não tinha mais como salvar os materiais, já estava tudo consumido pelo fogo”

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“Quando cheguei já não tinha mais como salvar os materiais, já estava tudo consumido pelo fogo”

Chamas consumiram o pavilhão e materiais da indústria de hortifrútis no bairro São Bento. Causas são desconhecidas

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Atualizado quinta-feira,
18 de Fevereiro de 2021 às 17:18

“Quando cheguei já não tinha mais como salvar os materiais, já estava tudo consumido pelo fogo”
Na manhã de ontem, Mallmann analisava os prejuízos enquanto ainda apagava focos do incêndio (Foto: Laura Mallmann)
Lajeado

O incêndio que destruiu o pavilhão de armazenamento de uma empresa no bairro São Bento, em Lajeado, causou um prejuízo estimado em cerca de R$ 500 mil aos proprietários. O sinistro iniciou por volta das 4h15min na madrugada de quarta-feira, 17, e consumiu a estrutura e materiais da empresa familiar, que funciona na rua Henrique Eckardt. O Corpo de Bombeiros de Lajeado atendeu a ocorrência e analisa as causas do incêndio.

O pavilhão de 187 metros quadrados armazenava materiais do cultivo dos hortifrútis, duas câmaras frias, um caminhão para transporte dos temperos e um trator. Conforme o proprietário, Guilherme Mallmann, o alarme do local disparou em seu celular e ele foi verificar o que tinha acontecido na empresa. “Quando cheguei, por volta das 4h20min, já não tinha mais como salvar os materiais, já estava tudo consumido pelo fogo”, relata.

O pavilhão ainda armazenava um gerador de energia, motosserras, cerca de 10 mil embalagens e contava com placas de energia solar no telhado. “Somente em placas solares, a empresa tinha investido aproximadamente R$ 70 mil”, relembra Mallmann. Os bombeiros controlaram as chamas com cerca de 10 mil litros de água.

Sustento familiar

Seis pessoas da família de Mallmann trabalham na indústria de temperos. “Tudo foi conquistado com o empenho e esforço. Agora, só com a colaboração e força das pessoas para reconstruir o que foi perdido”, reforça.

De acordo com o proprietário, a estrutura consumida pelo fogo não possuía seguro. “De todos os materiais, apenas o caminhão era assegurado”, conta. “Nosso alento é que a produção dos hortifrútis não foi atingida, mas precisamos de canos e mangueiras para manter a irrigação. Não podemos perder o que restou.”

Ajuda para reconstrução

Após somar os prejuízos, a família de Mallmann planeja a retomada. Para o armazenamento dos alimentos, o primeiro passo será a reconstrução do pavilhão. “Precisamos de materiais de construção e mão de obra.

Qualquer tipo de ajuda é bem-vindo nessa etapa de retomada”, relata. Os interessados em contribuir podem contatar o proprietário Guilherme pelo telefone e whatsapp (51) 9 9753-4830, ou ir até a sede da empresa que fica ao lado do Parque de Eventos do município.

Causas do incêndio

Mallmann acredita que o incêndio possa ter iniciado em um curto-circuito. “Não temos laudos técnicos sobre, mas pode ter iniciado desta forma”, relata. Conforme o Corpo de Bombeiros, as causas ainda serão analisadas, mas no levantamento inicial foi constatado que não se trata de um incêndio criminoso.