Pacientes com câncer devem optar pela vacina CoronaVac, recomenda médico

Pacientes com câncer

Pacientes com câncer devem optar pela vacina CoronaVac, recomenda médico

A orientação é do oncologista Renato Cramer, do Centro Regional de Oncologia (Cron), que participou do programa A Hora Bom Dia, deste sábado, dia 23

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Pacientes com câncer devem optar pela vacina CoronaVac, recomenda médico
Médico oncologista Renato Cramer participou do programa A Hora Bom Dia. Créditos: Laura Mallmann
Vale do Taquari

O médico oncologista Renato Cramer, do Centro Regional de Oncologia (Cron), concedeu entrevista ao programa A Hora Bom Dia da Rádio A Hora 102.9, na manhã deste sábado, dia 23, para debater sobre a evolução dos tratamentos de câncer e afirmar que a imunização contra covid-19 é necessária por parte de pacientes.

Conforme o médico, a vacinação contra a covid-19 é segura para pacientes oncológicos. “Os estudos atuais não incluem pessoas nessas condições, porém se analisar dados de segurança de outras vacinas como a da influenza, percebe-se que elas tem tecnologias de produção semelhantes e por isso, também são consideradas seguras”, explica.

A recomendação pela vacinação é da Sociedade Brasileira de Oncologia. “Todo paciente oncológico, em tratamento ou não, deve fazer a vacina contra a covid-19. Já se sabe que o risco de contrair a doença é muito maior do que se vacinar”, explica. Conforme Cramer, a mortalidade de pacientes oncológicos por covid-19 chega a 26%, enquanto na população geral é de 2%.

De acordo com o médico, as duas vacinas aprovadas para o uso emergencial no Brasil contra a covid-19 são eficazes, porém ambas possuem tecnologias diferentes. “A CoronaVac é feita com o vírus inativado. Já a de Oxford/Astrazeneca é produzida com o vírus atenuado. O paciente oncológico deve se vacinar preferencialmente com a CoronaVac, pois a outra injeta o vírus dentro da pessoa, e o paciente em tratamento de quimioterapia pode desenvolver a doença e morrer após desenvolver a doença”, explica.

Origem do câncer

Conforme Cramer, o câncer tem origem genética em 10 a 15% dos casos, no restante dos casos são fatores externos que desenvolvem a doença. “A ingestão de açúcar, bebida alcoólica, incidência e exposição solar, obesidade, alimentação não balanceada e questões psíquicas, são alguns dos motivos que podem deixar o ambiente favorável para que pessoas desenvolvam o câncer”, explica.

“Pessoas que convivem com o estresse frequentemente podem ter a imunidade e desencadear um possível câncer. Outra possibilidade são as questões psíquicas. A ansiedade pode ser um gatilho para descontar o problema em cigarros ou bebidas alcoólicas”, argumenta.

De acordo com o médico, na prática diária, pessoas que aceitam a doença e entram de cabeça aberta se saem ainda melhor no tratamento. “A mente é muito poderosa e ajuda muito no tratamento do câncer. A pessoa convive melhor com a doença”, explica.

Mapeamento genético

O Centro Regional de Oncologia (CRON) firmou parceria com Hospital Albert Einstein para realização de exames de mapeamento genético e novos tratamentos de câncer. Conforme Cramer, o mapeamento são exames de sangue, e a partir daí, se analisa o DNA, se a pessoa possui maiores riscos e propensões a desenvolver certas doenças. “Na oncologia, estes testes detectam mutações (tais como modificações específicas em genes, cromossomos ou proteínas) que servem para compreender o diagnóstico de cânceres hereditários e o risco do surgimento de novos tumores”, explica.

Ainda de acordo com o médico, o câncer é sempre uma mutação genética, mas nem sempre é hereditário. “É importante destacar que ter mutação genética não representa o surgimento de um câncer, e sim, que pode existir aumento na chance de desenvolver a doença ao longo da vida”, revela.

Confira a entrevista na íntegra: