Otimismo contra o caos

opinião

Rodrigo Martini

Rodrigo Martini

Jornalista

Coluna aborda os bastidores da política regional e discussão de temas polêmicos

Otimismo contra o caos

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Lajeado

O prefeito de Lajeado esteve em Porto Alegre na quinta-feira. Marcelo Caumo cumpriu agenda com o Presidente da Assembleia Legislativa, Ernani Polo. Na pauta, o entroncamento entre a ERS-130, a ERS-421 e a Rua Carlos Spohr Filho, no famigerado “Trevo da BRF”. O gestor lajeadense voltou otimista do encontro. Polo, que pode assumir o Governo do Estado durante as férias do governador e do vice, teve participação na parceria realizada com a empresa John Deere, em Horizontina (RS), que vai custear o novo anel viário em um trecho de sete quilômetros entre a RS-305 e a RS-342, e poderá abater o investimento do ICMS.


A ideia é realizar o mesmo processo em Lajeado. A BRF será responsável pelo custeio da obra. A empresa contrata a empresa que executa a obra, e a fiscalização fica sob a responsabilidade do estado e do município. O projeto prevê uma passagem inferior, construção de vias marginais, e a consequente extinção da rótula. Está orçado em pouco mais de R$ 10 milhões. E o prefeito quer finalizar o processo ainda em 2021. Afinal, teremos eleições em 2022. É uma luta necessária e, aliás, ainda carece de maior envolvimento por parte do Executivo de Santa Clara do Sul, um município cuja população será diretamente beneficiada com a obra.


Duplicação da BR-386

Fábio Hirsch, Coordenador de Engenharia da CCR ViaSul, confirma que o projeto original de duplicação entre Lajeado e Marques de Souza não contempla vias marginais no trecho marquesouzense. A reinvindicação é do novo prefeito do município, Fábio Mertz, que não participou das negociações para a concessão. Segundo o representante da concessionária responsável pela BR-386, as obras de duplicação contemplam uma série de outras obras de arte (pontes e afins) naquele município e, qualquer nova intervenção que venha a ser acrescida ao contrato, inevitavelmente, vai repercutir no valor da tarifa de todos os motoristas. É um debate que está longe de terminar!


Já em Brasília

Com menos de duas semanas de novo mandato, a presidente do Legislativo de Encantado, Andresa Cristina de Souza (MDB), a “Yê”, e o vereador Marino Deves (PP), já fizeram a primeira “peregrinação nos gabinetes dos deputados federais na busca de recursos para o município”, conforme texto extraído do site da Câmara.

A viagem da dupla passou por gabinetes e assessores receberam ofícios. Além do fato em si alimentar o sistema de emendas parlamentares, resta a pergunta: se a iniciativa privada já percebeu as facilidades – e a economia – dos encontros e mecanismos virtuais, por que o Poder Público não consegue seguir o bom exemplo?


Corsan tenta reagir

No Vale do Taquari, a Companhia Rio-Grandense de Saneamento (Corsan) é alvo de duras críticas faz anos. Não foram poucas as ameaças de rompimento de contrato por parte de prefeitos e secretários municipais. Aliás, muitas dessas ameaças persistem. Nos últimos dias, o problema vem assolando algumas famílias do bairro Santo Antônio, em Lajeado, uma das localidades mais vulneráveis e desguarnecidas em toda a nossa região. Com o forte calor, e em meio à pior crise sanitária da nossa geração, cada minuto sem água se torna uma eternidade desumana e imperdoável.

Corsan tenta reagir II

A Corsan reage às críticas e busca culpados. Nessa sexta-feira, chegou a informação de que a companhia vai endurecer a fiscalização contra os chamados “furtos de água”. Isso mesmo. Os funcionários da empresa encontraram pontos com mangueiras irregulares que desviam o curso da água no bairro Santo Antônio. E os locais não se encontram na parte mais carente do bairro, avisa a direção da Corsan. Da mesma forma, a companhia promete cobrar, junto à RGE, uma maior agilidade e prioridade no atendimento em momentos de queda repentina de energia.

Corsan tenta reagir III

Mas ainda é pouco. Ao longo desse atual contrato entre Governo de Lajeado e Corsan, pouco efetivamente foi concluído no que se refere ao tratamento de esgoto, por exemplo. Em 2009, foi inaugurada a única Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). Hoje, ela atende cerca e 300 economias, e possui capacidade para mais 1,2 mil. É pouco. Em 2014, a Corsan anunciava nova ETE. Anos depois, as promessas se renovaram e nada saiu do papel até o momento. A promessa, agora, é construir uma nova estação na área que fica nos fundos da empresa BRF. Vamos torcer!