Perdas e legados

opinião

Fernando Weiss

Fernando Weiss

Diretor de Mercado e Estratégia do Grupo A Hora

Coluna aborda política e cotidiano sob um olhar crítico e abrangente

Perdas e legados

Por

Lajeado

Lajeado e região se despediram nestes últimos dias de figuras notáveis na vida pública e comunitária. Vão deixar saudades e legados.

O advogado Wilson Haussen Jacques morreu na quarta-feira passada, dia 30, no Hospital Bruno Born. Já na madrugada de quarta-feira, dia 6, partiu o médico Nelson Gaspar da Motta.

Ambos com reconhecida passagem pelas áreas do direito, no caso de Jacques, e da medicina (Motta), os dois deixaram marcas importantes na vida pública e nas bandeiras comunitárias.

Wilson presidiu a OAB Lajeado de 1983 a 1985, foi vice-prefeito entre 77 a 83, na gestão que teve Darci José Corbelini como prefeito. Nos anos de 1969 a 1977, exerceu dois mandatos como vereador em Lajeado pelo MDB, partido que presidiu por repetidos anos.

Casado com Líria Jacques, Wilson morreu aos 89 anos e era daqueles líderes comunitários autênticos e carregava o DNA de uma geração determinante para o crescimento de Lajeado.

Além da vida política e profissional com diversas passagens marcantes em instituições públicas e privadas, Jacques foi fundador do CTG Bento Gonçalves. Entre outras coisas, era um sujeito que acreditava na Justiça e em Lajeado, onde seu legado é indiscutível.

O Dr. Motta não foi muito diferente. Sambista de paixão, médico de profissão e político por entrega. Foi o primeiro vice-prefeito de Cruzeiro do Sul, entre os anos de 1969 a 72, onde também foi vereador de 73 a 76, período em que intercalava seu trabalho no consultório como clínico geral e político. Mais tarde, entre 1992 e 2000, Nelson Gaspar da Motta também foi vereador na cidade de Lajeado. Ele morreu aos 79 anos, vítima da covid-19.