Enfim, uma homenagem!

opinião

Rodrigo Martini

Rodrigo Martini

Jornalista

Coluna aborda os bastidores da política regional e discussão de temas polêmicos

Enfim, uma homenagem!

Por

Vale do Taquari

Eu sempre critiquei e sigo criticando os excessos na Câmara de Lajeado. E há, sim, excesso de projetos para denominação de vias públicas. Vejo nesta prática uma forma velada de angariar apoio político, tal qual as demais homenagens e distinções rea­lizados pelos nobres edis. Mas vou abrir um parêntese para o vereador Ildo Salvi (PSDB). O tucano apresentou uma proposta que tem o poder de consertar um erro histórico. Salvi busca reparar a comple­ta ausência de homenagens ao fundador da Colônia dos Con­ventos e, consequentemente, da cidade de Lajeado: Antônio Fialho de Vargas.

Um dos homens mais impor­tantes na história de Lajeado não possui rua, praça ou qual­quer outra homenagem digna da sua representatividade no município. Por algum tempo, discutiu-se a possibilidade de homenageá-lo com a denomina­ção do novo parque construído às margens do Rio Taquari. Entretanto, e após projeto de lei apresentado pelo vereador Sér­gio Kniphoff (PT), aprovado em plenário, este espaço foi deno­minado de Parque Ney Arruda. Diante disso, Salvi apresentou uma nova proposta.

O tucano propõe homenagear Antônio Fialho de Vargas com a nova via pública construída na entrada do município, e que in­terliga a nova rótula próxima ao Parque Ney Arruda com o viadu­to da BR-386, sobre a rua Bento Rosa. Logo, logo, a via deverá ser um dos principais acessos à principal cidade do Vale do Taquari. E isso torna o seu nome ainda mais relevante. A homena­gem também valoriza a biografia de Vargas, descrita no projeto de lei com as informações precisas do historiador e jornalista, José Alfredo Schierholt. E é uma história instigante.

Segundo Schierholt, Antônio nasceu em Gravataí, no dia 15 de setembro de 1818. Tempos de­pois, e na companhia de um tio e um primo, ele formou com 50% a sociedade imobiliária Batista & Fialho Companhia, em 1853. A intenção era usufruir dos in­centivos da nova Lei das Terras, de 1850. Sabendo dos interes­ses do governo provincial em estabelecer no Vale do Taquari uma colonização de iniciativa privada, a empresa adquiriu de José Inácio Teixeira Júnior as antigas Fazendas dos Conventos e Lajeado ou Carneiros, falidas e abandonadas desde 1824.

A fundação da Colônia de Conventos data de 20 de março de 1855. A sede ficava junto ao Paredão de Carneiros (hoje um ponto de escalada esportiva às margens do Rio Taquari). Anos depois, e diante da dificulda­de de acessar o próprio porto localizado nas proximidades, ele trocou a sede, mudando-se para as proximidades da foz do Arroio do Engenho. Ele também foi responsável pela doação de uma área para uma Igreja, Casa Paroquial, Escola e Praça, dando a origem ao núcleo urbano de Lajeado, elevada à sede do 2º Distrito de Paz de Estrela, em 1875, e para a Paróquia Santo Inácio, instalada originalmente em julho de 1881.

Por fim, Antônio Fialho de Vargas acabou por se desenten­der com alguns líderes locais e transferiu-se para Estrela. Em 1885, vendeu seu sobrado em Lajeado e tempos depois foi morar em Taquari (lá também foi vereador durante dois man­datos). Ele morreu em Taquari, em 18 de julho de 1895. Seus restos mortais, segundo o his­toriador, teriam sido levados por familiares para a capital gaúcha. Mas ainda restam dúvidas sobre o real destino. Enfim, é um dos personagens principais de Lajeado e, diante disso, o vereador Ildo Salvi acerta ao homenageá-lo.


Segurança em Encantado

Representantes da Secreta­ria da Segurança Pública do Estado visitaram o município de Encantado na manhã de ontem, e foram recebidos pelo prefeito Adroaldo Conzatti, a secretá­ria geral de governo Joanete Cardoso Masiero, o presidente do Consepro Victório Alba e o diretor municipal de trânsito Edson Koslowski. O tenente Guerreiro e o Sargento Márcio acompanharam o funcionamen­to do Sistema de Videomonitora­mento, que receberá duas novas câmeras em pontos estratégicos.


Segurança em Estrela

Os vereadores estrelenses analisam projeto de lei encami­nhado pelo Poder Executivo, e que prevê o repasse de R$ 50 mil para Associação Lajeadense de Segu­rança Pública (Alsepro), visando colaborar na conclusão das obras do Centro Integrado de Monitora­mento Regional, que será operado pela Brigada Militar (BM) em Lajeado. O recurso foi destinado após o município receber ofício da Amvat, solicitando o apoio finan­ceiro para a continuidade da obra.


Transparência

Desde a segunda-feira passada, as sessões plenárias de Estrela passaram a ser transmitidas via Facebook. A transmissão dos pronuncia­mentos e votações de projetos é uma forma de garantir maior transparência ao trabalho desempenhado pelos parla­mentares estrelenses. É uma forma de garantir e democra­tizar o acesso da população ao trabalho dos seus respectivos representantes no legislativo municipal. É uma forma de vigiar e, acima de tudo, é um documento que fica para a posteridade. E quem falar o que não deve será ainda mais lembrado!