Uma nova Av. Alberto Müller

opinião

Rodrigo Martini

Rodrigo Martini

Jornalista

Coluna aborda os bastidores da política regional e discussão de temas polêmicos

Uma nova Av. Alberto Müller

Por

Vale do Taquari

A Av. Alberto Muller deve passar por uma grande reformulação nos próximos meses. São diversos e diversificados empreendimentos em planejamento para a belíssima avenida que interliga a BR-386 com o campus da Universidade do Vale do Taquari, a nossa Univates. As próximas mudanças se concentram no trecho velho da imponente via. O prédio da antiga Sauna, por exemplo, vai dar lugar para a conceituada loja de pisos e revestimentos. Há também a previsão de um restaurante com gastronomia japonesa, entre outras propostas que prometem movimentar o bairro Alto do Parque.

Os primeiros movimentos na avenida começaram ainda na década passada, na gestão da ex-prefeita Carmen Regina Cardoso. Entre o fim do primeiro mandato e o início do segundo, aquela administração municipal consolidou a ampliação da via que, até o fim da década passada, tinha o seu fim no entroncamento com a rua Pedro Osvaldo Dahlen. Com muito investimento público e privado, a avenida foi ampliada até a rua Sabiá, formando o belíssimo entroncamento com a Av. Avelino Tallini, e levando desenvolvimento ao até então acanhado bairro Universitário.

Com o crescimento da Univates, a instalação de empreendimentos gastronômicos foi quase que natural ao lado dos prédios da universidade. Mas tudo ainda estava restrito ao trecho novo da avenida. No trecho antigo, ainda são tímidas as movimentações. Mas os moradores mais antigos já percebem as primeiras obras surgindo em pontos históricos do bairro. O prédio da antiga Sauna, reforço, já passa por intenso processo de reformulação e deve ceder muito em breve o espaço para uma conceituada loja de pisos e revestimentos, que já possui outra unidade na cidade.

E as novidades não devem parar por aí. A avenida, que já dispõe de revenda de carros, transportadora, clínica médica, pub e barbearia, entre outros empreendimentos, deve receber novos investimentos em breve. Uma nova unidade de um conceituado restaurante com culinária japonesa também busca informações sobre demandas e valores naquela via. Há interesse em construir um hotel e também um supermercado. Ou seja, a avenida dos ipês amarelos é a “menina dos olhos” dos investidores. E é um sinal de que a democratização na cidade rompeu outra barreira.


Comércio aos domingos

A Câmara de Vereadores de Lajeado provocou quatro entidades para que realizem um plebiscito sobre a abertura irrestrita do comércio aos domingos. Os ofícios foram encaminhados à Acil, Sindilojas, CDL e CIC Vale do Taquari. Hoje, a lei só permite a abertura em seis domingos por ano, sempre às vésperas de feriados nacionais, e há um clamor empresarial por maior liberdade e autonomia na cidade. Por outro lado, o Sindicomérciários promete lutar para frear este avanço.


Comércio aos domingos II

No início da manhã de ontem, o Sindilojas rechaçou a possibilidade de organizar o plebiscito em Lajeado. “Repassamos o assunto ao Fórum das Entidades”, resume o presidente Francisco Weimer. À tarde, foi a vez da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) também rechaçar a sugestão da câmara legislativa. Em nota oficial, a entidade empresarial avisa que “sempre defendeu o direito à liberdade de escolha dos indivíduos” e que um plebiscito sobre liberdade “não faz sentido”.


Comércio aos domingos III

A carta da Acil é provocativa. Para a entidade, “cada cidadão deve ter liberdade para decidir sobre a forma de buscar sua própria sustentabilidade econômica” e, tomando como base essa premissa, a Acil considera “contraditório haver a necessidade de voltar a perguntar para a população se ela deseja poder decidir sobre sua própria vontade, sobre o seu livre arbítrio.” Indiretamente, é uma dura crítica à lei aprovada em 2003, e que só existe em outras seis cidades do RS.


Comércio aos domingos IV

Mas a carta da Acil também é diplomática. Segundo a entidade, “a população lajeadense escolheu seus legisladores e cabe a eles representarem o seu eleitor”. Cita, ainda, que a renovação no quadro do legislativo em 2021 é reflexo do anseio do eleitor por novidades. “É lógico concluir, com isso, que os eleitores buscam uma Câmara que represente seus anseios mais atuais, e entendemos, portanto, que cabe aos novos vereadores legislarem”.


Comércio aos domingos V

Já publiquei diversas matérias e artigos sobre o tema, e o reflexo junto à sociedade costuma pender para o lado do Sindicomerciários. Ou seja, a maioria dos leitores parece disposto a “votar” pela continuação da lei atual, evitando assim a abertura irrestrita do comércio aos domingos. Isso seria uma derrota e tanto para a classe empresarial. É muito mais fácil aguardar uma votação no plenário da câmara em 2021. Afinal, com maioria situacionista, a matéria deve ser aprovada.


13º em Estrela

Os vereadores de Estrela ouviram o povo e arquivaram o projeto para institucionalizar o 13º para vereadores, prefeito, vice e secretários. Mas a bronca maior da sociedade é com o Legislativo. Vereador não cumpre horário de expediente. Logo, é dispensável o pagamento da Gratificação Natalina. Ah, e a justiça não vem sendo muito “boazinha” com quem busca o valor de forma retroativa. Nada mais justo!