Abre aspas

“O interessante do nosso trabalho é que o livro vai até as pessoas”

José Isaías Ferreira, 31 anos, é missionário. Morador de Lajeado, em março, ele e a esposa deixaram os empregos públicos na área da saúde para vender livros na rua. Eles integram o Instituto Vida para Todos e rodam o estado oferecendo bênçãos e comercializando obras cristãs de mão em mão.

Por

“O interessante do nosso trabalho é que o livro vai até as pessoas”
Vale do Taquari

Como começou a venda dos livros?
Eu e minha esposa tínhamos empregos bons, éramos funcionários públicos, da área da saúde. Resolvemos abrir mão, porque entendemos que os livros poderiam contribuir muito mais que o serviço que a gente fazia. Isso foi agora em março. A gente já fazia parte do projeto do Instituto Vida para Todos, sempre gostamos de ler. O instituto é um canal cristão que quer divulgar livros, trazer uma palavra de fé, amor e esperança para as pessoas. A sede fica em São Paulo e no estado tem mais uma equipe em Caxias do Sul, uma em Novo Hamburgo e outra em Santana do Livramento.

Como é a rotina do trabalho de vocês?
Nosso projeto é algo muito simples. A gente procura não invadir a vida das pessoas. Fizemos um curso de capelania, onde a gente aprende como falar com as pessoas de maneira simples. A gente pede um minuto para a pessoa, ora por ela e se ela tiver interesse, a gente apresenta o alimento espiritual.

O que é a função do capelão?
O capelão nada mais é que uma pessoa que tem que exercer as ternas misericórdias pelas outras pessoas. Nós podemos ajudar as pessoas a buscarem a Deus. O capelão é isso, levar a pessoa a buscar Deus.

O que o livro representa na sua vida?
Eu acredito que o livro fala com as pessoas. E é interessante que você pode brigar com o livro e ele vai ser sempre o que é, ele é imutável. O que mais me interessa nos livros é que se as pessoas lessem mais, elas poderiam descobrir algo maravilhoso que elas têm na mão delas, um poder muito bom. A leitura ativa nossas faculdades da mente. As pessoas que não leem perdem poder de discernimento. A gente quer ajudar o Brasil a ler, fazer as pessoas lerem. Nosso objetivo não é discutir, forçar ninguém, e sim abençoar as pessoas e fazer elas terem uma experiência.

Como é a recepção das pessoas nas ruas?
O interessante do nosso trabalho é que o livro vai até a pessoa, os livros perseguem as pessoas. Ele tem que se tornar cada vez mais acessível. O livro, para nós, é um legado, algo que precisa continuar. O senhor leva dois livros por apenas R$ 20. Nosso objetivo não é o dinheiro, é que as pessoas possam ler.

Vocês rodam por várias cidades. Onde vocês estiveram essa semana?
Quinta-feira, a gente estava em Santa Cruz do Sul. Quarta, em Venâncio. Segunda e terça, aqui em Lajeado. Na semana passada, em Passo Fundo, na outra, Erechim e Santa Maria. A gente vai girando. Por mais que a gente tenha um carinho especial pela cidade, a gente tem contato com pessoas muito diferentes. Isso é muito bom. Nosso objetivo é alcançar todas as pessoas. Nós sabemos falar em inglês e francês, um pouquinho de libras, para conseguir chegar nas pessoas. Não vou dizer que é fácil, mas a gente quer sempre aprender a amar as pessoas. Quem quiser nos encontrar, tem aplicativo de celular do instituto.