Faraós livres, clientes lesados

opinião

Thiago Maurique

Thiago Maurique

Jornalista

Coluna publicada no caderno Negócios em Pauta.

Faraós livres, clientes lesados

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Tudo na Hora - Lateral vertical - Final vertical

Um ano depois da operação policial que desmontou o esquema de pirâmide finaceira promovido pela Unick Forex, todos os nove detidos pela PF estão soltos e nenhum investidor foi ressarcido. Com mais de 740 mil cadastros abertos antes da queda, o esquema movimentou R$ 28 bilhões. Hoje, os clientes lesados cobram a devolução de um total de R$ 12 bilhões. Muito dinheiro e pouca chance de sucesso.

Delegado responsável pelo caso, Aldronei Pacheco Rodrigues é enfático: o valor dos bens que foram sequestrados com os réus não chega a um ínfima parte do total devido. A polícia apreendeu terrenos, apartamentos e diversos carros de luxo, mas nunca vai recuperar nem perto de R$ 12 bilhões, o equivale a 40 vezes o orçamento anual de Lajeado.

Meses antes da Unick, outra pirâmide semelhante foi derrubada pela PF, também com cifras bilionárias. A Indeal movimentou cerca de R$ 1 bilhão. Só em Lajeado, a empresa arrecadou R$ 21 milhões – foi a 5ª cidade com mais dinheiro aplicado e perdido no esquema.

Este tipo de fraude foi criada na década de 1910. Promete percentuais elevados de lucro em investimentos de difícil compreensão. As retiradas são pagas com dinheiro das pessoas que entram no esquema, até que o fluxo se torna insustentável e a a pirâmide desaba.

Avestruz Master, Boi Gordo, TelexFree, Indeal, Unick Forex: o Brasil é palco fértil para faraós e suas pirâmides. Com tantos exemplos do passado, era de esperar que as pessoas estivessem mais cautelosas. Mas, quando se trata de chance de ganhar dinheiro fácil, a racionalidade vai para o ralo. Prova disso, é que o golpe do bilhete continua firme, forte e lesando vítimas a cada dia.

Até quando?

Jornada da Alimentação no CTC

Um dos eventos mais importantes para a indústria regional, a Jornada da Alimentação já tem data e local definido para 2021. Com o encerramento temporário das atividades do Weiand Hotel, o Clube Tiro e Caça foi escolhido para receber o evento, que ocorre entre os dias 13 e 16 de julho.

Se o Vale do Taquari é hoje uma potência na produção de alimentos, muito se deve à articulação que resultou na Jornada. Na década de 1990, surgiu o Grupo Técnico de Alimentos, formado por profissionais de diferentes empresas, dispostos a discutir e promover avanços para o setor.

Em seguida, por iniciativa do GTA, nasce o Workshop de Alimentos, evento que hoje integra a Jornada (em 2021, será a 19ª edição). Todo esse trabalho colocou o Vale do Taquari na vanguarda – e na vitrine.

Diante da necessidade de alimentar bilhões de pessoas ao redor do globo, o Vale dos Alimentos se consolida cada vez mais. Muito disso se deve ao GTA e suas iniciativas.

Marcante e atual

“Vai fazer 66 anos que estou na empresa. Passamos por crises e dificuldades, mas com muita luta e colaboração dos funcionários e da fábrica, hoje somos uma organização sólida, muito bem vista na comunidade e também na Volkswagen. Temos um futuro brilhante pela frente.” – Rogérios Kappler, Diretor da Motomecânica, em entrevista alusiva ao aniversário de 75 anos da empresa, publicada no caderno Auto Giro

Cuidados na casa do empresário

A esperada retomada das reuniões-almoço presenciais da Acil foi conduzida com muito cuidado pela direção e equipe técnica da entidade. Logo na entrada, os convidados – todos de máscara – tinham a temperatura medida e eram convidados a utilizar o álcool gel. Dentro do salão, uma novidade tecnológica: aparelhos Ozonyx, da Medical San, esterilizavam o ambiente com uso do ozônio, capaz de eliminar bactérias e vírus. Tudo isso para garantir a segurança no reencontro.