Educação e pandemia

Metade das cidades do Vale não retomam aulas este ano

Dos 30 municípios que responderam a levantamento da Undime, 15 não terão atividades presenciais em 2020. Índice é ainda maior no estado

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Metade das cidades do Vale não retomam aulas este ano

Em meio à movimentação estadual pelo retorno às aulas presenciais, alguns municípios avançam no sentido contrário. Nos últimos dias, cidades do Vale do Taquari decretaram o não retorno das atividades em 2020. A medida foi confirmada por Progresso, no início do mês, e em Tabaí, nessa terça-feira, 13.

Um levantamento realizado pela União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) mostra que este posicionamento não é exceção. Resultados parciais apontam que mais de dois terços das cidades gaúchas (72,3%) planeja a volta da rede municipal de ensino apenas para 2021.

No Vale, o índice é menor. Ainda assim, 15 das 30 cidades que enviaram as informações à Undime afirmaram que os estudantes não voltam às escolas municipais este ano.

Alguns municípios já retomaram as aulas, caso de Lajeado, Cruzeiro do Sul, Teutônia e Santa Clara do Sul. Já Imigrante e Taquari estão entre os que não responderam, mas emitiram decretos suspendendo as aulas.

Até o fim da tarde dessa sexta-feira, 386 dos 497 municípios gaúchos haviam respondido ao questionário. Foram tratadas outras questões como previsão de data para o retorno e aquisição de EPIs.

Surto muda planos em Tabaí

Coordenadora de Educação de Tabaí, Tânia Cardoso explica que o plano era retomar as aulas em novembro. No entanto, o município registrou um surto de covid-19, com 114 casos confirmados, entre agosto e setembro. A partir daí, o governo consultou a comunidade escolar sobre a decisão.

“Fizemos uma pesquisa com as famílias e em torno de 96% se manifestaram pelo não retorno às aulas”, afirma Tânia.

O município oferece educação para 700 alunos na educação infantil, ensinos fundamental e médio e EJA (Educação para Jovens e Adultos). Não há escolas privadas.

O ano letivo irá até 31 de dezembro, para garantir as 800 horas-aulas previstas em lei. Nenhum aluno será reprovado. Eles serão avaliados individualmente junto aos pais e, em alguns casos, terão de fazer reforço em paralelo ao longo de 2021.

“Desde o primeiro momento, nos preparamos no atendimento online e material impresso, com planilhas de cobrança e atendimento individualizado. Então, temos todo um trabalho feito para que não se tenha grandes prejuízos na educação”, conclui.

Onde as aulas não voltam neste ano:

Anta Gorda;
Arvorezinha;
Boqueirão do Leão;
Colinas;
Coqueiro Baixo;
Doutor Ricardo;
Ilópolis;
Nova Bréscia;
Paverama;
Progresso;
Relvado;
Roca Sales;
Tabaí;
Travesseiro;
Westfália